Comissões dão início ao processo de cassação de vereadores em Uberlândia

As audiências para ouvir vereadores de Uberlândia alvos de processos de cassação de mandato tiveram início na manhã desta quinta-feira (27). Para isso, foi necessário que a Justiça autorizasse parlamentares afastados a comparecerem à Câmara Municipal.

O primeiro vereador convocado para oitiva foi Juliano Modesto (SD), que não compareceu. O advogado de defesa explicou os motivos da ausência (veja abaixo). Para a tarde está prevista audiência com o vereador Alexandre Nogueira, o ex-contador da Câmara, Adeilson Barbosa e o ex-controlador Geral de Araguari, Simeão Antônio da Costa Júnior.

Ao todo, 15 vereadores passam por processo de cassação. São três parlamentares que têm casos analisados há mais tempo: Juliano Modesto (SD), Alexandre Nogueira (PSD) e Wilson Pinheiro (PP).

E ainda outros 12 parlamentares que tiveram comissões avaliadoras criadas neste ano: Isac Cruz (Republicanos), Vilmar Resende (PSB), Márcio Nobre (PSD), Doca Mastroiano (PL), Silésio Miranda (PT), Wender Marques (PSB), Ceará (PSC), Vico (Cidadania), Pâmela Volp (PP), Hélio Ferraz, o Baiano (PSDB), Rodi (PL), Ronaldo Alves (PSC).

Todos são denunciados por diferentes crimes investigados pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nas operações “Má Impressão”, “O Poderoso Chefão”, “Torre de Babel” e “Guardião”.

Primeira dia de audiência

Juliano Modesto

A primeira oitiva estava agendada para às 8h com o vereador Juliano Modesto. A comissão que apura a cassação é formada pelos vereadores Antônio Carrijo (presidente), Gláucia da Saúde (relatora) e Misac Lacerda (membro). Ao todo, oito pessoas foram convocadas para depor, entre acusado e testemunhas.

No início da sessão, Modesto não compareceu. A audiência foi suspensa por alguns minutos e, como o advogado de defesa dele também não estava presente, conforme informado pelo presidente da comissão, foi nomeado um advogado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para cumprir o rito.

O advogado de defesa do vereador no processo de cassação, Flávio Boson, disse para a produção da TV Integração que não foram intimados para a oitiva. Informou ainda que os ritos, as garantias e também as cautelares estipuladas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) precisam ser respeitadas.

Já o advogado criminal, Rodrigo Ribeiro, informou que, como não houve notificação da decisão do juiz, recomendou que Juliano Modesto só entre na Câmara após a intimação.

A primeira pessoa a ser ouvida foi o promotor de Justiça Daniel Marotta Martinez, que coordena o Gaeco. Ele falou sobre todo o andamento da Operação “Torre de Babel”, que investiga Juliano Modesto pelo crime de obstrução de Justiça em um esquema fraudulento de 2017 envolvendo transporte escolar na cidade.

“São processos públicos, não há segredo de Justiça e eu vim aqui relatar os fatos. Não temos dúvidas sobre a ocorrência dos crimes. Estamos convictos de que as provas demonstram delitos”, disse.

Em seguida, foi ouvida uma testemunha que disse ter sido ameaçada pelo vereador na época do esquema envolvendo as vans.

* Reportagem em atualização

Via: G1

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