Risco de epidemia cruzada de coronavírus e dengue impõe pressão extra à saúde pública

Se os efeitos do novo coronavírus (COVID-19) ainda são um mistério no país, a dengue, velha conhecida dos brasileiros, mostra sua força. Há mais notificações da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti no Brasil do que confirmações de casos do coronavírus no mundo. Para complicar, o microorganismo de DNA chinês, que desembarcou oficialmente em território nacional, chega exatamente no período reconhecido como o de maior contágio da dengue. Frente à ameaça das duas epidemias, infectologistas alertam sobre possível sobrecarga no sistema de saúde.

Já são 94.149 os casos prováveis de dengue no Brasil, conforme boletim do Ministério da Saúde de 29 de dezembro a 1º de fevereiro, ou seja, ainda sem incluir o último mês. O número é 7,5% maior em relação ao contágio pelo novo coronavírus, que se alastrou na China justamente no fim de dezembro. Desde então, o COVID-19 fez 87.135 vítimas em 58 países, de acordo com levantamento de ontem Organização Mundial de Saúde (OMS). A organização elevou o risco de disseminação da doença de alto para muito alto. A maior parte dos casos, 79.968, concentra-se na China.

Fonte: Estado de Minas

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