Uma ofensiva coordenada para enfraquecer a atuação de facções e organizações criminosas dentro do sistema prisional mineiro foi deflagrada na manhã desta terça-feira, 23 de dezembro, em Minas Gerais. A ação, batizada de Operação Dominus, é conduzida pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio da Polícia Penal, com apoio das polícias Civil e Militar.
A operação teve como principal objetivo neutralizar redes criminosas que continuam operando a partir do interior das unidades prisionais. Segundo a Sejusp, o foco está no desmantelamento de núcleos regionais identificados pelo setor de inteligência como pontos de sustentação para facções de maior porte.
De acordo com as autoridades, esses grupos locais funcionam como bases estratégicas que garantem a expansão e a capilaridade das organizações criminosas, facilitando a comunicação, a execução de ordens e o fortalecimento das atividades ilícitas fora dos presídios. Ainda no início do mês, como parte da estratégia, cerca de dois mil detentos foram transferidos de dez unidades prisionais, medida adotada para enfraquecer essas estruturas.
Durante a Operação Dominus, agentes realizam varreduras detalhadas nas celas em busca de materiais proibidos, além de promover o remanejamento estratégico de presos entre diferentes unidades. A tática tem como objetivo romper cadeias de comando, dificultar a comunicação entre lideranças e fragmentar a hierarquia criminosa estabelecida no sistema.
A ação mobiliza um grande aparato de segurança. Ao todo, 1.980 policiais penais participam da operação, que conta ainda com o apoio de 19 drones utilizados no monitoramento aéreo das unidades. As intervenções ocorrem de forma simultânea em 23 estabelecimentos prisionais, abrangendo mais de 17 mil detentos em todo o estado.
Esta fase da ofensiva é um desdobramento da Operação Sinapse, realizada anteriormente, que resultou na retirada de dez lideranças consideradas de alta periculosidade do convívio com outros presos. Segundo a Sejusp, o trabalho integrado entre as forças de segurança é fundamental para ampliar a efetividade das ações e reduzir a influência do crime organizado dentro e fora dos presídios.
Até o momento, o balanço de apreensões e os resultados detalhados da operação ainda não foram divulgados





























































