Mais de 60 mil pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Minas Gerais já contam com um instrumento que facilita o acesso a serviços e garante prioridade em atendimentos. Desde 2021, o Governo de Minas Gerais emitiu 60.731 Carteiras de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), documento que já alcança moradores de 830 municípios mineiros.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais em parceria com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais e tem como objetivo ampliar a inclusão, reduzir burocracias e garantir mais segurança no acesso a serviços públicos e privados.
Para o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, a iniciativa reforça a política de inclusão adotada pelo estado. “Nossa gestão trabalha para que Minas seja, cada vez mais, um estado que acolhe e respeita a todos. A Ciptea é um símbolo desse cuidado. Eliminamos burocracias e garantimos que todos tenham dignidade”, afirmou.
O vice-governador Mateus Simões também destacou o impacto social da iniciativa para as famílias mineiras. “Estamos avançando na construção de um estado mais justo. A Ciptea garante o direito para as pessoas com TEA e suas famílias. Queremos que cada família mineira sinta que o Estado é parceiro na busca por uma vida com menos barreiras e mais autonomia”, disse.

De acordo com a secretária de Desenvolvimento Social, Alê Portela, o número de documentos emitidos demonstra o avanço das políticas públicas voltadas à inclusão no estado. “As mais de 61 mil Cipteas emitidas são um marco que nos orgulha muito. Desde 2021, esse documento garante mais direitos, prioridade no atendimento e mais respeito no dia a dia das pessoas autistas e de suas famílias. Tudo para dar mais visibilidade às pessoas com TEA e avançar na inclusão em todo o estado”, destacou.
Também nesta quarta-feira, 11 de março, a Secretaria de Desenvolvimento Social promoveu, na Cidade Administrativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, uma capacitação voltada ao atendimento humanizado de pessoas com TEA. A atividade reuniu profissionais da Polícia Militar de Minas Gerais, Polícia Civil de Minas Gerais, Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Polícia Penal, Sistema Socioeducativo e Polícia Federal do Brasil.
Entre os participantes estava o guarda civil Eduardo dos Santos, que também está no espectro autista. Ele ressaltou a importância da iniciativa para melhorar o atendimento à população. “É muito importante essa iniciativa do Governo de Minas. Nós lidamos diariamente com crianças com TEA, e essa capacitação vem fortalecer a patrulha escolar. Como sou autista, muitas crianças se espelham em mim”, afirmou.
Durante o encontro, especialistas abordaram aspectos neurológicos e comportamentais do transtorno, além de práticas voltadas ao atendimento humanizado. A assessora técnica da Sedese, Priscilla Roldão, que também é mãe atípica, destacou a importância da formação. “Essa capacitação é muito importante, porque tiramos a legislação do papel e trazemos para a execução. Estes profissionais precisam estar capacitados, porque só com o conhecimento nós podemos levar inclusão para todos”, enfatizou.
A Ciptea reúne dados da pessoa com autismo, contatos de emergência e informações do responsável legal ou cuidador, quando necessário. Em 2024, o documento passou a incluir também o Código Internacional de Doenças (CID), o que facilita a identificação da condição e o acesso a serviços. Além disso, a carteira evita que a pessoa precise apresentar repetidamente laudos médicos para comprovar o diagnóstico em diferentes atendimentos. O documento pode ser solicitado de forma digital pelo aplicativo MG App, pelo portal Cidadão MG ou presencialmente nas Unidades de Atendimento Integrado (UAIs).





























































