A conta de luz deve pesar mais no bolso dos consumidores em maio, impulsionada pela mudança para a bandeira tarifária amarela e pela proximidade do reajuste anual da Cemig. A combinação dos dois fatores pode resultar em aumento nas tarifas de energia elétrica em Minas Gerais, embora o percentual exato ainda não tenha sido definido.
A alteração na bandeira foi anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A agência é responsável por definir, todos os anos, o reajuste das distribuidoras de energia no país, com base nos custos operacionais de cada empresa.
Neste ano, a Aneel já aprovou aumentos para oito distribuidoras, afetando cerca de 22 milhões de brasileiros. O maior reajuste foi registrado pela CPFL Santa Cruz, com alta de 17,74% para clientes residenciais em cidades de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, o que acende o alerta para possíveis impactos semelhantes em outras regiões.
No caso da Cemig, ainda não há definição sobre o percentual de reajuste, podendo inclusive haver redução, embora esse cenário seja menos comum. Tradicionalmente, a decisão é anunciada na reunião da Aneel que antecede o dia 28 de maio, prevista para ocorrer no dia 26, com possibilidade de antecipação para o dia 19.
Em 2025, o reajuste aplicado à Cemig foi de 7,36%. No entanto, o impacto para o consumidor ocorre de forma gradual, sendo percebido integralmente apenas nas faturas com vencimento em julho, já que a conta de junho ainda considera parte do consumo com a tarifa anterior.
Além do reajuste anual, a Cemig passa por revisões tarifárias mais amplas a cada cinco anos, quando são reavaliados diversos componentes da tarifa. O último processo ocorreu em 2023, e o próximo está previsto para 2028.
Diante desse cenário, os consumidores devem se preparar para mudanças no valor da conta de energia.





























































