A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 30 de abril, a “Operação Entreposto” com o objetivo de investigar um suposto esquema de comércio ilegal, contrabando, descaminho e tráfico internacional de peças e acessórios de armas de fogo. As apurações apontam que as atividades teriam origem na cidade de Caldas, no Sul de Minas Gerais, com ramificações para diferentes estados do país.
Segundo as investigações, o grupo atuava de forma estruturada na aquisição, armazenamento e comercialização de produtos controlados, inclusive por meio de plataformas digitais. Os materiais eram posteriormente enviados a diversos destinatários em várias regiões do Brasil.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, os investigados possuíam registro como CACs (colecionadores, atiradores e caçadores) e teriam utilizado essa condição para adquirir legalmente produtos controlados e revendê-los de forma irregular. Parte dos compradores identificados tem ligação com o universo de armas, como outros CACs e agentes públicos. No entanto, também foram detectadas remessas destinadas a pessoas com antecedentes criminais, incluindo indivíduos com possível vínculo com facções criminosas no estado do Rio de Janeiro.
As apurações avançaram a partir da quebra de dados, que revelou dezenas de transações consideradas suspeitas, incluindo importações frequentes de itens oriundos principalmente da China e dos Estados Unidos.
Com base nos elementos reunidos, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A medida visa recolher armas, munições, peças, acessórios, além de documentos e dispositivos eletrônicos que possam contribuir para o avanço das investigações. Também foi determinada a suspensão dos Certificados de Registro (CR) e das armas vinculadas aos suspeitos, diante do risco de continuidade das atividades ilícitas.
Os envolvidos poderão responder por crimes como contrabando, descaminho, comércio ilegal e tráfico internacional de peças e acessórios de armas de fogo, cujas penas somadas podem ultrapassar 12 anos de reclusão.
O nome “Entreposto” faz referência à estrutura logística utilizada pelo grupo, que, segundo a investigação, funcionava como um centro de armazenamento e redistribuição de mercadorias, inclusive importadas, para diversas partes do país.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam, com a análise do material apreendido e a identificação de possíveis novos envolvidos no esquema.
































































