A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) publicou, nesta terça-feira, 12 de maio, novas resoluções que orientam os municípios sobre a ampliação das estratégias de vacinação contra a influenza e a dengue em todo o estado. As medidas já estão em vigor e visam aumentar a cobertura vacinal, especialmente diante da proximidade do inverno.
Com a atualização, as prefeituras estão autorizadas a ampliar a vacinação contra a gripe para toda a população a partir de seis meses de idade, desde que mantenham estoques reservados para os grupos prioritários, como idosos, crianças, gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades e trabalhadores da saúde.
Segundo a SES-MG, a medida busca reforçar a proteção da população em um período de maior circulação de vírus respiratórios. A recomendação, no entanto, é que os municípios continuem priorizando a imunização dos grupos mais vulneráveis.
Minas Gerais já recebeu cerca de 4,6 milhões de doses da vacina contra a influenza e deve receber mais 2,4 milhões nas próximas semanas, conforme cronograma do Ministério da Saúde. Até o momento, aproximadamente 2,6 milhões de doses foram aplicadas, o que representa uma cobertura de 32,5% entre o público prioritário, índice considerado abaixo da meta de 90%.

Além da influenza, as resoluções também autorizam, em caráter temporário e excepcional, a ampliação da vacinação contra a dengue para trabalhadores da saúde em municípios que possuem doses disponíveis da vacina do Instituto Butantan.
A medida deve ocorrer após a imunização dos profissionais da Atenção Primária à Saúde, respeitando a estratégia nacional. Não há previsão de envio adicional de doses para essa ampliação, sendo necessário o uso do estoque já disponível nas cidades.
De acordo com dados da Vigilância em Saúde, cerca de 72 mil doses da vacina do Instituto Butantan já foram aplicadas no estado. Já a vacina Qdenga, destinada principalmente a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, soma aproximadamente 246 mil doses aplicadas entre primeira e segunda aplicação.
A SES-MG destaca que a ampliação das campanhas deve ser feita com planejamento pelos municípios, considerando a disponibilidade de doses e a necessidade de garantir o atendimento contínuo à população.





























































