A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, na madrugada desta quinta-feira, 2 de julho, em um hotel de Itabira (MG), na Região Central do estado, a diarista Paola Stefany Neto Cirino, suspeita de envolvimento em um duplo homicídio ocorrido em Belo Horizonte (MG). A prisão aconteceu enquanto ela estava acompanhada do filho, de 6 anos.
Paola é investigada pela morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa dele, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, encontrados sem vida dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, região Centro-Sul da capital, na última terça-feira, 30 de junho.
De acordo com as investigações, o crime teria ocorrido após a suspeita ter sido indicada para prestar serviços na residência do casal. Imagens de câmeras de segurança registraram a entrada dela no prédio pela manhã do dia do crime e a saída horas depois, carregando bolsas e pertences das vítimas.
Segundo a polícia, os corpos apresentavam múltiplas perfurações: o advogado teria sido atingido por 17 facadas, enquanto a esposa foi golpeada sete vezes.
Em entrevista nesta quinta-feira, o delegado responsável pelo caso, Gustavo Barletta, informou que a suspeita foi localizada ainda na quarta-feira, 1º de julho, pela equipe de inteligência da Polícia Civil, que passou a monitorar seus deslocamentos até a abordagem no hotel em Itabira. Ela não teria oferecido resistência à prisão e afirmou aos policiais que já esperava ser detida devido à repercussão do caso.

Durante o interrogatório, Paola teria confessado o crime. Conforme o delegado, ela relatou que não teria ido ao local inicialmente com intenção de roubo, mas decidiu subtrair objetos de valor ao se deparar com bens do casal. Sobre a motivação do duplo homicídio, afirmou ter sofrido um “surto psicótico”, versão que foi registrada no depoimento, embora no auto de prisão em flagrante tenha optado por permanecer em silêncio.
A suspeita também negou que o crime tenha relação com dívidas envolvendo jogos de azar. Segundo a versão apresentada, os débitos mencionados anteriormente já teriam sido quitados e a intenção seria vender os objetos levados apenas para despesas pessoais.
Ainda de acordo com o delegado, Paola relatou que teria dopado o casal com comprimidos de um medicamento de uso pessoal antes de cometer os ataques com uma faca encontrada no imóvel. A versão apresentada indica que o advogado chegou a acordar e reagir, sendo novamente atingido dentro do quarto. Em seguida, a empresária também teria sido esfaqueada. A Polícia Civil afirma que o relato é compatível com os ferimentos de defesa identificados pela perícia.
Após o crime, a investigada ainda teria lavado a faca utilizada e ocultado o objeto dentro do apartamento. O material deverá passar por perícia. As investigações seguem em andamento para localizar os bens subtraídos e apurar se houve participação de outras pessoas.
A polícia também investiga a versão de que um homem teria aguardado a suspeita em um veículo nas proximidades do prédio. Embora ela tenha afirmado se tratar de um motorista de aplicativo, a hipótese de envolvimento dele ainda não foi descartada.
Em nota, a defesa de Paola Stefany Neto Cirino afirmou que apresentará seus argumentos no momento processual adequado e defendeu que qualquer responsabilização seja definida pela Justiça, sem antecipações baseadas na repercussão do caso.






























































