Uma investigação sobre a movimentação de milhões de reais supostamente provenientes do tráfico de drogas levou a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) às ruas de quatro cidades do Triângulo Mineiro nesta quinta-feira, 27 de agosto. A ação resultou na prisão de cinco pessoas e no cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão.
Batizada de Operação Holding, a ofensiva teve como principal alvo Ituiutaba, onde a investigação é conduzida, mas também contou com o cumprimento de medidas em Araguari, Uberlândia e Patrocínio.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 23 milhões entre 2022 e 2025. A apuração envolve suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro relacionada a recursos provenientes do tráfico de drogas.
Família estaria no centro do esquema investigado
Os levantamentos realizados pela PCMG apontam que a estrutura seria formada principalmente por pessoas da mesma família. No núcleo considerado central pelos investigadores estariam dois irmãos e a esposa de um deles.
Outros familiares e terceiros também teriam participação no esquema. Segundo a investigação, essas pessoas seriam utilizadas na circulação dos recursos e em operações destinadas a ocultar ou dissimular a origem dos valores.
O caso começou a ser investigado em 2024, inicialmente sob a suspeita de lavagem de dinheiro. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil afirma ter identificado elementos indicando uma estrutura criminosa dividida em diferentes núcleos.
A suspeita é de que essa organização atuasse na lavagem de recursos supostamente originados do tráfico de drogas.

Contas, imóveis e veículos são alvos de bloqueios
A operação não ficou restrita às prisões e buscas. A Justiça também determinou medidas para atingir o patrimônio relacionado aos investigados e preservar bens que possam representar produto ou proveito dos crimes apurados.
Entre as determinações estão o bloqueio de 16 contas bancárias e dois CNPJs, além do sequestro de quatro imóveis e dez veículos.
Mesmo após a operação desta quinta-feira, o trabalho investigativo continua. A Polícia Civil busca aprofundar a identificação da estrutura e da atuação do grupo, além de esclarecer a origem e o destino dos mais de R$ 23 milhões movimentados no período investigado.





























































