O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira, 29 de dezembro, a conclusão da formação de 109 mil Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), vinculados à segunda turma do programa Mais Saúde com Agente. Os profissionais já estão em atuação em 5,2 mil municípios, abrangendo todas as 27 unidades da federação.
Segundo a pasta, a iniciativa representa um reforço significativo para a Atenção Primária à Saúde e para as ações de Vigilância em Saúde, ampliando a capacidade de atendimento direto às comunidades. Em nota oficial, o ministério destacou que o programa contribui para uma atuação mais qualificada, humanizada e próxima da população. O Mais Saúde com Agente é considerado o maior programa de formação técnica na área da saúde já realizado no país.
Do total de profissionais formados, 81 mil são Agentes Comunitários de Saúde, responsáveis pelo acompanhamento das famílias e pela promoção de ações básicas de saúde nos territórios. Outros 28 mil são Agentes de Combate às Endemias, que atuam diretamente na prevenção e no controle de doenças como dengue, zika e chikungunya, com visitas domiciliares e vistorias em imóveis para eliminar focos do mosquito Aedes aegypti.
O Ministério da Saúde informou ainda que mais de 12 mil profissionais participaram do processo de formação, atuando como tutores, preceptores e assistentes locais e regionais. O curso teve formato semipresencial, carga horária superior a 1,2 mil horas e duração aproximada de dez meses.
Nesta segunda edição do programa, os conteúdos foram ampliados com a inclusão de disciplinas voltadas à equidade, redução das desigualdades e aprimoramento do acolhimento, com foco especial em populações mais vulneráveis.
O Mais Saúde com Agente é uma ação coordenada pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio e as Escolas de Saúde do SUS.
A expectativa do governo federal é que a formação contínua desses profissionais fortaleça o Sistema Único de Saúde (SUS) e amplie a capacidade de resposta às demandas sanitárias em todo o território nacional.





























































