O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira, 7 de Janeiro, o deslocamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames médicos solicitados por sua defesa. A decisão foi tomada após a queda sofrida por Bolsonaro na madrugada de terça-feira, enquanto dormia em sua cela na Superintendência da Polícia Federal.
De acordo com relatório médico apresentado ao STF, Bolsonaro relatou ter caído da cama, sofrendo um leve traumatismo craniano e contusões nos braços e nos pés. A avaliação preliminar indicou que o ex-presidente estava consciente e orientado, mas apresentava lesões superficiais no rosto e em um dos pés, além de histórico recente de cirurgia e uso contínuo de medicamentos.
A defesa anexou ao pedido um parecer médico assinado pelo Dr. Brasil Ramos Caiado, que apontou a necessidade de realização de tomografia de crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma. Segundo o documento, os exames devem ser feitos em ambiente hospitalar especializado, a fim de avaliar possíveis riscos neurológicos e prevenir complicações.
Na decisão, Alexandre de Moraes determinou que o transporte e a segurança do ex-presidente fossem realizados pela Polícia Federal de forma discreta. O ministro estabeleceu ainda que o desembarque no hospital ocorra pelas garagens da unidade, com acompanhamento policial durante a realização dos exames e no retorno à custódia.
O magistrado também determinou que a Polícia Federal coordene previamente com a direção do Hospital DF Star os procedimentos necessários para a realização dos exames médicos autorizados.





























































