A caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rumo a Brasília (DF) ganhou força e projeção nacional nos últimos dias. O parlamentar percorre um trajeto de cerca de 240 quilômetros como forma de protesto contra o atual governo e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), em um movimento que vem reunindo dezenas de políticos, influenciadores, líderes religiosos e apoiadores anônimos ao longo do caminho.
A mobilização, que começou de forma individual, transformou-se em ato político de grandes proporções, impulsionado pela intensa cobertura feita nas redes sociais do deputado. Nos stories do Instagram, Nikolas compartilha cada etapa da caminhada, mesclando momentos de oração, discursos políticos e encontros com apoiadores.
Entre os nomes que se juntaram presencialmente ao percurso está o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), que anunciou nas redes sociais que deixou Santa Catarina para encontrar o deputado. Desde então, passou a aparecer frequentemente nas publicações de Nikolas. “É pelo teu pai e pelos presos do 8 de janeiro”, disse o parlamentar ao abraçar Carlos Bolsonaro às margens da rodovia. Outros integrantes do campo bolsonarista, como o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), também aderiram à caminhada.
Mesmo sem estar fisicamente presente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez questão de manifestar apoio. Em vídeo publicado no Instagram, fruto de uma videochamada com Nikolas, o senador afirmou que não conseguiu participar devido às condições climáticas e a uma viagem previamente agendada a Israel. “A gente tem que fazer a nossa parte. O que não está no nosso controle, deixa Deus agir”, declarou.
A repercussão digital do movimento é expressiva. O primeiro vídeo publicado por Nikolas sobre a caminhada ultrapassou 1,2 milhão de curtidas e acumulou quase 69 mil comentários. Outras postagens seguiram o mesmo ritmo, incluindo uma “carta aberta ao povo do Brasil”, na qual o deputado afirma que o ato não tem caráter de vaidade ou espetáculo, mas representa um “clamor por justiça” diante do que classifica como perseguição política e desumanização de presos.
No X (antigo Twitter), o lema “Acorda, Brasil”, repetido pelo parlamentar ao longo do trajeto, alcançou o topo dos assuntos mais comentados do país, embora também tenha sido alvo de críticas e ironias por parte de opositores.
Ao longo do percurso, Nikolas citou nomes de personalidades que, segundo ele, foram presas injustamente. Nos primeiros quilômetros, mencionou o ex-governador do Rio de Janeiro Pezão; lembrou os presos pelos atos de 8 de janeiro; e também citou o ex-deputado Daniel Silveira (PL-RJ). O gesto reforça o tom político e contestatório que marca a caminhada até a capital federal.





























































