Três técnicos de enfermagem foram identificados como suspeitos de envolvimento na morte de pelo menos três pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal. Os acusados são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.
Segundo a Polícia Civil, Marcos Vinícius, que atuava há cerca de cinco anos como técnico de enfermagem, é apontado como o principal responsável pelas mortes. Ele teria administrado doses letais de medicamentos a pacientes com o objetivo de provocar os óbitos. Em uma das tentativas, ao não conseguir o resultado esperado, o investigado teria recorrido a um método ainda mais extremo, injetando desinfetante diretamente na veia de uma paciente.
As investigações indicam que Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva teriam participado dos crimes por meio de negligência e possível coautoria. Amanda trabalhava em outro setor do hospital, mas mantinha amizade de longa data com Marcos. Já Marcela era recém-contratada e recebia orientações do técnico sobre as rotinas do setor.
De acordo com a apuração, em pelo menos um dos casos, Marcos utilizou a conta de um médico no sistema do hospital, que estava aberta, para prescrever um medicamento incorreto. Em seguida, retirou a substância da farmácia e aplicou em três pacientes sem consultar a equipe médica. As aplicações ocorreram em 17 de novembro e 1º de dezembro do ano passado.
Para tentar ocultar as ações, o técnico realizava massagens cardíacas, simulando procedimentos de reanimação. Em outro episódio, ele teria aplicado desinfetante dez vezes em uma paciente de 75 anos no mesmo dia, após ela sofrer sucessivas paradas cardíacas.
Inicialmente, os três negaram envolvimento. No entanto, após serem confrontados com imagens do circuito interno de segurança, acabaram confessando participação nos fatos. A Polícia Civil informou que não há indícios de que os crimes tenham sido cometidos a pedido das vítimas ou de familiares.
Em nota, o Hospital Anchieta afirmou que instaurou investigação interna ao identificar circunstâncias atípicas em três óbitos ocorridos na UTI. A partir do relatório interno, a direção solicitou a abertura de inquérito policial. Os três técnicos foram demitidos, e as famílias das vítimas foram notificadas e orientadas de forma transparente.
A Polícia Civil segue investigando o caso para apurar se outras mortes podem ter relação com o mesmo modus operandi.






























































