O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite desta quinta-feira, 8 de Janeiro, que pretende atacar por terra cartéis de drogas no México, intensificando o discurso de confronto direto contra organizações criminosas ligadas ao tráfico internacional. A declaração foi feita durante entrevista à rede de televisão Fox News.
“Vamos começar a atacar os cartéis por terra. Eles mandam no México”, afirmou Trump. Não é a primeira vez que o presidente americano adota esse tom. Em 2025, ele já havia ameaçado realizar incursões militares em território mexicano, o que gerou forte reação do governo do país vizinho.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, rejeitou repetidamente qualquer possibilidade de intervenção estrangeira, ressaltando que uma ação militar dos Estados Unidos violaria a soberania nacional mexicana. Apesar disso, o governo mexicano tem intensificado operações contra o narcotráfico, especialmente diante da pressão de Washington para conter o envio de drogas sintéticas aos EUA.
Entre as principais preocupações está o fentanil, opioide sintético altamente potente que está no centro de uma grave crise de saúde pública nos Estados Unidos, com dezenas de milhares de mortes por overdose todos os anos. Em meados de dezembro, Trump assinou um decreto que equipara o fentanil a uma arma de destruição em massa. Na ocasião, Sheinbaum rebateu a medida, defendendo a necessidade de analisar as causas do consumo antes de alterar sua classificação.
A Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) sustenta que os cartéis mexicanos estão “no coração da crise de drogas sintéticas” enfrentada pelo país. Como parte de sua política de combate ao narcotráfico, Trump também assinou, no início de seu mandato, um decreto que classificou diversos cartéis como organizações terroristas; incluindo vários de origem mexicana
Durante a mesma entrevista, Trump comentou sobre a situação política da Venezuela. Ele afirmou que a líder da oposição, María Corina Machado, deverá visitar Washington na próxima semana. O presidente americano também avaliou que o país sul-americano ainda não tem condições de realizar eleições, defendendo que será necessário um longo processo de reconstrução.
A Venezuela, que integra a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), voltou ao centro da política externa dos EUA. Segundo Trump, as vendas de petróleo venezuelano para os Estados Unidos começarão imediatamente, com um carregamento inicial estimado entre 30 e 50 milhões de barris, e deverão continuar por tempo indeterminado.
O presidente afirmou ainda que se reunirá com executivos do setor petrolífero na Casa Branca nesta sexta-feira, 9 de Janeiro. Segundo ele, essas empresas terão papel fundamental na reconstrução da indústria petrolífera venezuelana, com investimentos que podem ultrapassar US$ 100 bilhões.





























































