O patrimônio imobiliário do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes registrou crescimento significativo desde sua posse na Corte, em 2017. Segundo levantamento publicado nesta segunda-feira, 6 de abril, pelo jornal O Estado de S. Paulo, os bens em nome do ministro e de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, tiveram valorização de 266% no período.
De acordo com a apuração, o patrimônio em imóveis passou de R$ 8,6 milhões para R$ 31,5 milhões, com base em registros de cartório. Nos últimos cinco anos, o casal teria investido R$ 23,4 milhões na aquisição de propriedades localizadas em Brasília e São Paulo, todas pagas à vista.
Ao todo, a família possui atualmente 17 imóveis, entre casas, apartamentos, terrenos e salas comerciais. Parte das aquisições foi realizada por meio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, utilizado pela família para gestão patrimonial e que tem como sócios a esposa e os filhos do ministro.

Entre os bens adquiridos estão uma mansão no Lago Sul, em Brasília, avaliada em R$ 12 milhões, além de apartamentos de alto padrão em São Paulo e em Campos do Jordão. O levantamento também aponta a existência de imóveis na capital paulista e lotes no interior.
Ainda segundo os dados, ao longo de quase três décadas a família investiu R$ 34,8 milhões na compra de 27 imóveis, parte dos quais já foi vendida, o que explica a diferença em relação ao patrimônio atual.
Antes de chegar ao STF, Alexandre de Moraes ocupou cargos públicos com remuneração próxima ao teto do funcionalismo. Atualmente, o salário de ministro gira em torno de R$ 46 mil mensais. O crescimento patrimonial também coincide com a expansão das atividades profissionais do escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, que ampliou sua atuação em tribunais superiores e presença em Brasília.
Procurados pelo Estadão desde o fim de março, o ministro e sua esposa não se manifestaram sobre as informações divulgadas.






























































