A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou o recolhimento de lotes da água mineral sem gás da marca Mamba Water após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em análises de controle de qualidade realizadas pela própria fabricante. A medida foi oficializada nesta quinta-feira, 16 de julho, e inclui a suspensão da comercialização, distribuição e consumo dos produtos afetados.
De acordo com a resolução publicada no Diário Oficial da União, a determinação atinge as latas de 350 ml dos lotes 13 e 14, produzidos nos dias 3 e 4 de abril de 2026, com validade até abril de 2027. A orientação é para que consumidores que tenham adquirido unidades desses lotes não façam o consumo até a conclusão das medidas adotadas.
A empresa responsável, a HNK BR Indústria de Bebidas Ltda., informou que a contaminação foi identificada em testes internos de rotina e comunicada à agência reguladora. Segundo a fabricante, o recolhimento ocorre de forma preventiva e cerca de 82% dos produtos já haviam sido bloqueados antes mesmo de chegarem ao consumidor. Em nota, a empresa afirmou que o problema é pontual e restrito aos lotes produzidos por um parceiro industrial.

Este é o terceiro episódio recente envolvendo a mesma bactéria no país. Casos anteriores foram registrados em abril, quando mais de 100 lotes de produtos de limpeza foram recolhidos, e em junho, com a retirada de um lote de água mineral de outra marca do mercado.
A Anvisa reforça que, embora a Pseudomonas aeruginosa represente baixo risco para pessoas saudáveis, sua presença em água destinada ao consumo humano é proibida pela legislação sanitária. O microrganismo é classificado como oportunista e pode causar infecções em indivíduos com o sistema imunológico comprometido, como idosos, crianças, pacientes em tratamento de doenças graves e pessoas que utilizam medicamentos imunossupressores.
Nesses grupos, a bactéria pode atingir diferentes partes do corpo, como pulmões, trato urinário, pele e corrente sanguínea, podendo levar a complicações mais graves. Por isso, a detecção do agente em produtos destinados ao consumo humano exige medidas imediatas de controle, como o recolhimento e a suspensão da venda.
A recomendação das autoridades é que consumidores verifiquem o lote das embalagens antes do consumo e sigam as orientações de segurança. Até o momento, não há confirmação de casos de infecção relacionados ao consumo dos produtos afetados.




























































