A seleção brasileira estreia na Copa do Mundo de 2026 neste sábado, 13 de junho, às 19h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, diante de Marrocos, em um confronto que se desenha como o mais desafiador da fase de grupos.
O adversário africano chega embalado por um ciclo de crescimento no cenário internacional, iniciado com a histórica campanha na Copa do Mundo de 2022, quando terminou na quarta colocação. Desde então, o país intensificou investimentos no futebol, tanto na formação quanto na estrutura da seleção principal, elevando o nível de competitividade da equipe.
A principal novidade marroquina para o Mundial é a mudança no comando técnico. Mohamed Ouahbi assumiu a equipe em março, substituindo Walid Regragui, e trouxe uma proposta de jogo mais voltada à posse de bola e à pressão ofensiva. Sob sua liderança, Marrocos soma uma sequência invicta recente e passou a adotar um sistema mais flexível, com variações a partir do 4-3-3.
A evolução tática também acompanha o momento de seus principais jogadores. O lateral-direito Achraf Hakimi se consolidou como uma das principais referências da equipe, enquanto Brahim Díaz ganhou protagonismo no futebol europeu, fortalecendo o setor ofensivo marroquino.
Apesar dos avanços, a equipe apresenta vulnerabilidades, especialmente ao adiantar suas linhas de marcação. Os espaços deixados nas costas da defesa, principalmente pelo lado direito, podem ser explorados por jogadores velozes, cenário que favorece a estratégia brasileira, com nomes como Vini Jr. e Raphinha.

Por outro lado, o Brasil terá desafios importantes. Neutralizar as ações de criação de Marrocos, especialmente com Brahim Díaz, e conter as investidas de Hakimi serão pontos-chave para o time comandado por Carlo Ancelotti. A lateral esquerda brasileira, possivelmente ocupada por Alex Sandro, deve ser um dos setores mais exigidos durante a partida.
Marrocos também chega com desfalques relevantes. O atacante Ezzalzouli, peça importante pela esquerda, foi cortado após lesão, enquanto o volante Sofyan Amrabat vive momento irregular. Na defesa, a ausência de Nayef Aguerd também impacta a solidez da equipe.
Brasil e Marrocos integram o Grupo C, que conta ainda com Haiti e Escócia. Após a estreia, a seleção brasileira enfrentará o Haiti no dia 19 e encerra a fase de grupos contra a Escócia, no dia 24.
O confronto deste sábado reúne duas seleções em momentos distintos, mas com potencial para protagonizar um dos jogos mais equilibrados da primeira rodada do torneio.





























































