Uma força-tarefa envolvendo órgãos ambientais e de segurança pública resultou no resgate de mais de 150 aves silvestres durante uma operação realizada na Zona da Mata e no Campo das Vertentes, em Minas Gerais. Batizada de Operação Libertas, a ação ocorreu na quarta-feira, 1º de julho, e foi fruto de mais de um ano de investigações.
A ofensiva mobilizou equipes da Polícia Militar de Meio Ambiente (BPMAmb), Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Instituto Estadual de Florestas e Ibama. Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão nas cidades de Juiz de Fora (MG), Santos Dumont (MG), Rio Novo (MG) e Santa Bárbara do Tugúrio (MG).
O balanço da operação aponta sete pessoas presas e outras seis conduzidas para prestar esclarecimentos. As autuações aplicadas ultrapassam R$ 500 mil, refletindo a gravidade dos crimes investigados, que incluem tráfico de animais silvestres, adulteração de anilhas, associação criminosa e manutenção irregular de espécies em cativeiro.
Entre os animais resgatados estão espécies de grande relevância ecológica, como curió, trinca-ferro, corrupião, azulão e coleirinho. Um dos destaques foi um coleirinho considerado campeão de canto, avaliado em mais de R$ 50 mil. Também foram apreendidos exemplares de curió, espécie classificada como criticamente ameaçada de extinção em Minas Gerais.

As investigações apontaram a existência de um grupo organizado em Santos Dumont, voltado à captura e comercialização ilegal de aves. Já no município de Rio Novo, foram encontradas 65 aves, quase metade de todo o material apreendido na operação.
Todos os animais foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Juiz de Fora (MG), onde passam por avaliação veterinária e processos de reabilitação. A destinação final prioriza, sempre que possível, o retorno dos animais ao habitat natural.
A Operação Libertas evidencia o esforço conjunto das instituições no combate ao tráfico de fauna, considerado uma das principais ameaças à biodiversidade brasileira. Além de colocar espécies em risco, a prática compromete o equilíbrio ambiental e configura crime previsto na legislação.





























































