O senador Flávio Bolsonaro (PL) deve participar, na próxima terça-feira, 7 de julho, de uma audiência pública em Washington, nos Estados Unidos, para discutir as tarifas comerciais que o governo norte-americano avalia impor sobre produtos brasileiros. O encontro é promovido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, responsável por conduzir a investigação.
A presença do parlamentar ocorre em meio à análise da chamada “Seção 301”, instrumento utilizado pelos Estados Unidos para apurar práticas comerciais consideradas desleais. O processo envolve temas como comércio digital, serviços de pagamento – com destaque para o PIX -, propriedade intelectual, etanol, desmatamento e tarifas.
Flávio Bolsonaro integra um dos painéis previstos para o evento e deve dividir espaço com representantes do setor industrial e empresarial. Entre eles está Roberto Azevêdo, ligado à Confederação Nacional da Indústria (CNI), além de integrantes do segmento calçadista de Brasil e Estados Unidos.
De acordo com informações encaminhadas ao órgão americano, o senador pretende defender a abertura de um canal formal de negociação bilateral entre os dois países, com prazo definido e abrangendo os principais pontos da investigação. Ele também se posiciona contra a possível aplicação de tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros, medida que, segundo argumenta, poderia gerar impactos negativos tanto para exportadores do Brasil quanto para consumidores norte-americanos.

Outro ponto que deve ser abordado é o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. Em manifestação enviada previamente, o parlamentar indicou preocupação com possíveis sanções ao PIX, avaliando que tais medidas poderiam afetar investimentos e relações comerciais.
A participação na audiência é aberta a interessados previamente inscritos, que têm tempo limitado para exposição. Flávio Bolsonaro solicitou cinco minutos para sua fala, que deverá ser feita em inglês e de forma presencial.
Enquanto isso, o governo brasileiro acompanha o caso por vias diplomáticas. Em documento enviado às autoridades norte-americanas, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que críticas relacionadas ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal não possuem relação direta com questões comerciais, classificando-as como divergências de natureza interna.
As audiências públicas sobre o tema estão previstas para ocorrer nos dias 6 e 7, na sede da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos, e devem reunir representantes de diversos setores econômicos impactados pela possível medida.





























































