Um homem foi encontrado morto no início da madrugada deste sábado, 7 de março, em uma construção localizada na Avenida 17, entre a Rua 38 e a Avenida José João Dib, na região central de Ituiutaba. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar de Minas Gerais, acionadas após populares perceberem a presença de um corpo no local.
Ao chegarem à área, os militares encontraram a vítima caída em decúbito dorsal dentro do imóvel em construção. O homem apresentava sinais evidentes de violência, com marcas de sangue no rosto e também em pontos da parede. Próximo ao corpo, foram localizados pedaços de madeira e tijolos quebrados, o que levantou a suspeita de agressão.
Conforme apuração da equipe de Jornalismo do Canal Janela Aberta, a perícia técnica foi acionada e compareceu ao local por meio da perita Isabela Cabral Maia, da Polícia Civil de Minas Gerais. Durante os trabalhos iniciais, a vítima foi identificada como Gabriel Vinícius Nascimento Gomes. Segundo informações levantadas no local, Gabriel era morador em situação de rua. A identificação ocorreu a partir das roupas que ele vestia e de características físicas observadas pela equipe pericial.
Ainda de acordo com o levantamento realizado pela equipe de jornalismo do Canal Janela Aberta, os policiais constataram que a blusa de frio utilizada pela vítima no momento em que foi encontrada já havia sido vista em uma abordagem policial realizada no último dia 3 de março, na Praça do Terminal Rodoviário Fernando Alexandre, ocasião em que Gabriel estava na companhia de outros indivíduos.
Enquanto a ocorrência era atendida, os militares observaram uma aglomeração de pessoas na esquina da Avenida 17 com a Rua 38. Entre elas estava um homem de 31 anos, reconhecido pelos policiais como um dos indivíduos abordados junto com a vítima dias antes.
Segundo a Polícia Militar, o suspeito demonstrava nervosismo e inquietação diante da movimentação no local. Durante conversa com os militares, ele foi questionado sobre o paradeiro de Gabriel e afirmou inicialmente ter ouvido que a vítima teria “entrado em uma situação errada” e que já estaria morta.
Pouco depois, na presença de duas pessoas que estavam próximas — de 43 e 38 anos — o homem teria afirmado que Gabriel teria “vacilado” e, por esse motivo, ele o matou, confessando o crime naquele momento. Diante da declaração, os militares deram voz de prisão ao suspeito por homicídio.
Após ser colocado na viatura, o detido apresentou outra versão à equipe policial, afirmando que não teria matado a vítima e que teria ocorrido apenas uma briga entre eles. Segundo o relato, o desentendimento teria acontecido por volta das 7h do dia 4 de março, motivado por um desacordo envolvendo uma garrafa de cachaça, ocasião em que ambos teriam trocado agressões.
As duas testemunhas que estavam próximas ao suspeito foram novamente questionadas pelos policiais e confirmaram ter ouvido as declarações feitas por ele. Em um segundo momento, já afastadas do suspeito, elas repetiram aos militares o que havia sido relatado anteriormente.
O suspeito foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil para as providências legais. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, que deverá apurar as circunstâncias e a motivação do crime.





























































