A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira, 15 de maio, uma operação de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Agentes cumpriram mandados na residência do político, localizada em um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital fluminense.
A ação também tem como alvo o empresário Ricardo Magro, proprietário da refinaria Refit. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre o objeto específico da investigação.
A operação ocorre em meio a um cenário de instabilidade política no estado do Rio de Janeiro, que atualmente enfrenta uma vacância simultânea nos cargos de governador e vice-governador. O Executivo estadual está sob comando interino do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Cláudio Castro deixou o cargo oficialmente no dia 23 de março, após apresentar sua renúncia. A decisão foi tomada na véspera da retomada do julgamento, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que resultou em sua inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Mesmo após a saída do governo, Castro vinha se movimentando politicamente com vistas às eleições de outubro, incluindo articulações para uma possível candidatura ao Senado.
A renúncia do ex-governador abriu uma disputa jurídica sobre a definição do sucessor para o chamado mandato-tampão. O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda analisa se a escolha do novo governador será feita por eleição direta ou indireta.
Nos bastidores políticos, a operação desta sexta-feira repercutiu entre lideranças partidárias, diante do potencial impacto no cenário eleitoral e na reorganização das forças políticas no estado.






























































