O general da reserva Mario Fernandes admitiu ter sido o autor do chamado plano Punhal Verde e Amarelo, que mencionava a eliminação de autoridades do Executivo e do Judiciário no contexto da contestação do resultado das eleições de 2022. À época, Fernandes ocupava o cargo de secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência e atuava dentro do Palácio do Planalto, sede do governo federal.
A informação foi dada por ele em interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF), na última quinta-feira, 24 de Julho. O general alegou que o plano foi apenas um “pensamento digitalizado”, um estudo individual sobre cenários de risco, que teria sido impresso e destruído logo em seguida, sem jamais ter sido apresentado ou discutido com outras pessoas.
Segundo apurações da Polícia Federal (PF), o documento citava como alvos o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF Alexandre de Moraes. A PF também aponta que o plano chegou a ser discutido em um encontro no dia 12 de novembro de 2022, na casa do general Walter Braga Netto, que foi candidato a vice na chapa do então presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com os investigadores, o plano previa ações como o uso de substâncias químicas para provocar falência orgânica em Lula, identificado pelo codinome “Jeca”. Alckmin era chamado de “Joca”, e sua eventual morte era citada como forma de extinguir a chapa eleita. A morte de Alexandre de Moraes teria sido planejada com o uso de informações detalhadas de sua segurança, supostamente obtidas por militares do Exército.
A defesa de Mario Fernandes sustenta que não houve tentativa real de execução do plano e que ele se arrepende de ter registrado essas ideias. O general responde como réu na ação penal que apura a tentativa de subversão da ordem constitucional após as eleições de 2022.






























































