Uma abordagem realizada pela Polícia Militar de Meio Ambiente na área rural de Frutal terminou na prisão de um homem de 48 anos procurado pela Justiça por uma condenação de 20 anos de prisão por violência sexual contra a própria filha. A captura ocorreu na manhã de segunda-feira, 17 de agosto, na região de São Mateus.
O condenado foi encontrado pelos militares na Estrada Principal de São Mateus, no Setor 2. Durante a fiscalização, os policiais fizeram a identificação e verificaram os dados do abordado nas bases de segurança pública. A consulta revelou que havia uma ordem judicial determinando sua prisão.
O mandado havia sido emitido em 10 de agosto pela Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca de Uberlândia e permanece válido até março de 2046.
Embora tivesse endereço vinculado a Uberlândia, o homem estava em uma propriedade rural pertencente à irmã, em Frutal, onde acabou localizado pelas equipes policiais.
O processo que resultou na condenação envolve crimes de estupro, estupro de vulnerável e atentado violento ao pudor. Conforme os autos, as práticas ocorreram repetidamente contra a filha do réu durante a infância e adolescência da vítima.
Ao estabelecer a pena de 20 anos, a Justiça também determinou que o condenado não poderia aguardar em liberdade uma eventual análise de recurso. A decisão considerou a possibilidade de nova fuga e mencionou o histórico do réu, que teria conseguido permanecer distante da responsabilização criminal durante mais de dez anos.
Com o cumprimento do mandado em Frutal, ele foi colocado sob custódia e encaminhado ao sistema prisional.

Os fatos que deram origem ao processo remontam ao período entre 2007 e julho de 2010. Conforme a acusação apresentada pelo Ministério Público, os episódios aconteceram em uma propriedade na zona rural de Uberlândia, nas proximidades do caminho de acesso ao distrito de Miraporanga.
A vítima tinha 11 anos quando, segundo a denúncia, passou a sofrer investidas sexuais do próprio pai. A acusação descreve que o homem inicialmente se aproveitava da relação de autoridade familiar e recorria a formas de pressão emocional para submeter a criança aos abusos.
Posteriormente, a violência teria se agravado. A partir de 2008, conforme apontado durante a apuração, o condenado passou a empregar agressões físicas para constranger a filha a manter relações sexuais.
A frequência dos crimes também foi considerada na investigação. A partir dos relatos e demais elementos reunidos no processo, o Ministério Público estimou que os abusos aconteciam pelo menos mensalmente.
Considerando todo o período investigado, foram apontadas aproximadamente 48 condutas de natureza sexual praticadas contra a vítima.





























































