Policiais civis da Delegacia de Homicídios de Uberlândia esclareceram uma tentativa de homicídio registrada no dia 30 de novembro de 2025, em frente a uma casa noturna no bairro Presidente Roosevelt, em Uberlândia (MG). Três jovens, com idades entre 19 e 23 anos, foram identificados como autores do crime, que teria sido motivado por suspeitas de envolvimento da vítima com facções criminosas.
De acordo com as investigações, a vítima foi abordada ao sair de uma casa de festas, acompanhada de amigos. Um dos suspeitos, armado, passou a questioná-la sobre uma suposta ligação com uma facção criminosa do Rio de Janeiro, com base em uma publicação em rede social em que a vítima fazia um gesto interpretado como símbolo do grupo. Os autores afirmaram pertencer a uma facção de São Paulo e, durante a abordagem, um deles chegou a entrar em contato telefônico com outros integrantes, alegando buscar autorização para executar a vítima.
Ainda conforme o relato, após a suposta autorização, foram efetuados diversos disparos de arma de fogo. A vítima foi atingida por dois projéteis, mas sobreviveu após ser socorrida rapidamente e receber atendimento médico. Segundo a Polícia Civil, o desfecho não foi fatal devido à falha na execução dos disparos e à agilidade no atendimento.
As investigações avançaram rapidamente, permitindo a identificação dos três envolvidos. No dia 10 de dezembro de 2025, durante diligências no mesmo bairro, dois dos suspeitos foram localizados em uma residência onde, segundo a polícia, ocorria a comercialização de drogas. Eles foram presos em flagrante por tráfico e associação para o tráfico, sendo apreendidas porções de cocaína e maconha, além de celulares, máquinas de cartão e dinheiro. Ambos foram encaminhados ao Presídio Jacy de Assis.
Posteriormente, a autoridade policial representou pela prisão preventiva dos três investigados pelo crime de tentativa de homicídio, com parecer favorável do Ministério Público e autorização da Justiça. O terceiro suspeito, que estava foragido, acabou sendo preso em outra ocorrência, envolvendo lesão corporal no contexto de violência doméstica e posse ilegal de arma de fogo.
A vítima, natural de Araguari (MG), negou pertecer a qualquer facção criminosa. O crime foi registrado por câmeras de segurança da boate.
Com a expedição dos mandados de prisão preventiva, todos os investigados tiveram as ordens judiciais cumpridas e permanecem à disposição da Justiça. O caso segue sob responsabilidade do Poder Judiciário.





























































