A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais apresentou, nesta segunda-feira, 16 de março, em Belo Horizonte, um conjunto de avanços e diretrizes que devem nortear o futuro da saúde pública no estado, com destaque para a adoção de inteligência artificial na gestão e no atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante encontro com jornalistas, o secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, afirmou que a tecnologia terá papel estratégico na modernização da rede, auxiliando profissionais na triagem de casos e na regulação de pacientes entre unidades hospitalares. Segundo ele, a proposta não substitui a atuação médica, mas contribui para decisões mais rápidas e seguras, otimizando o encaminhamento de pacientes conforme a gravidade de cada situação.
A iniciativa integra o projeto de reestruturação do sistema estadual de regulação, responsável por organizar o acesso a leitos e procedimentos de média e alta complexidade. Entre as medidas previstas está a criação de um complexo estadual de regulação, com gestão centralizada na capital e atuação integrada às regionais de saúde, com o objetivo de padronizar protocolos, reduzir o tempo de espera e aumentar a eficiência do atendimento em todo o estado.

Além das estratégias futuras, a pasta também apresentou um balanço das ações realizadas. Minas Gerais registrou, em 2025, um recorde histórico de vacinação, com 16,4 milhões de doses aplicadas, e ultrapassou a marca de 1 milhão de cirurgias realizadas na rede pública, resultado de políticas voltadas à ampliação do acesso e redução de filas.
Outro avanço destacado foi a universalização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que passou a atender todos os municípios mineiros desde dezembro de 2025, garantindo cobertura integral para uma população estimada em 21 milhões de habitantes.
No campo da infraestrutura, o governo estadual investiu cerca de R$ 1 bilhão na conclusão de cinco hospitais regionais, que devem disponibilizar mais de 1.100 leitos e beneficiar diretamente mais de 4,2 milhões de pessoas.
Segundo Baccheretti, o planejamento da saúde em Minas busca preparar o sistema para os desafios das próximas décadas, especialmente diante do envelhecimento da população. A proposta, segundo ele, é garantir que o SUS se mantenha acessível, eficiente e capaz de atender à crescente demanda com qualidade em todas as regiões do estado.






























































