O vice-governador Mateus Simões (PSD) tomou posse neste domingo como governador de Minas Gerais, após a renúncia de Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo para disputar as eleições presidenciais. A cerimônia foi realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e conduzida pelo presidente da Casa, Tadeu Leite (MDB). Durante o rito, Simões percorreu o tradicional corredor dos Dragões da Inconfidência, apresentou a declaração de bens, leu o compromisso constitucional e assinou o termo de posse, oficializando a assunção ao cargo.
Na sequência, a solenidade foi concluída no Palácio da Liberdade, onde ocorreu a entrega do Colar da Inconfidência, símbolo do comando do Executivo estadual.
Em seu discurso, o novo governador destacou a importância do diálogo institucional e da parceria com prefeitos, deputados e servidores públicos. Simões defendeu a continuidade das ações da atual gestão e ressaltou que o avanço de Minas Gerais depende da atuação do funcionalismo público. Ele citou nominalmente lideranças municipais, como a prefeita de Uberaba, Elisa Araújo, e a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, além de mencionar os 853 prefeitos mineiros.

O governador também destacou investimentos na área de segurança pública, citando a contratação de mais de 15 mil policiais militares por meio de concursos, e reforçou o papel dos servidores em áreas essenciais como educação e segurança.
Enquanto a posse ocorria, servidores públicos realizaram protesto em frente à ALMG. A manifestação reuniu professores, policiais civis e profissionais da área ambiental, que criticaram o que classificam como sucateamento de estruturas de segurança. A mobilização contou com reforço da cavalaria da Polícia Militar, e, até o momento, o tema não foi abordado diretamente no discurso do novo governador.
Como uma das primeiras ações à frente do Executivo, Simões anunciou o programa “Governo Presente”, que prevê um giro de 100 dias pelo interior do estado. A iniciativa terá início no dia 26 de março, em Uberlândia, e prevê a transferência temporária da capital para cidades-polo regionais. Durante esse período, o governador manterá presença mínima em Belo Horizonte, priorizando agendas essenciais e ampliando o contato com a população do interior.






























































