A Petrobras anunciou a redução de R$ 0,35 por litro no preço do diesel vendido em suas refinarias. O novo valor passa a vigorar a partir desta segunda-feira, 1º de junho e representa uma queda de 9,59% no combustível. Com o reajuste, o preço médio do diesel tipo A para distribuidoras será reduzido de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro.
A medida integra um conjunto de ações do governo federal para conter os impactos da alta internacional do petróleo, intensificada pelo conflito no Irã. O novo valor já incorpora o subsídio concedido ao diesel, que substitui a isenção de tributos federais como PIS e Cofins.
Segundo dados recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel S-10 nos postos chegou a R$ 7,13 na última semana. Apesar de ainda estar acima dos níveis registrados antes do início do conflito, o valor já recuou em relação ao pico de R$ 7,58 observado no início de abril.
Especialistas do setor apontam que a redução também reflete o alívio nas cotações internacionais do petróleo e a menor necessidade de importação, impulsionada pelo aumento da produção nacional. A Petrobras, inclusive, vem registrando níveis elevados de utilização de suas refinarias.

No último sábado, 30 de maio, o governo federal prorrogou as medidas emergenciais de controle de preços dos combustíveis, incluindo a subvenção ao diesel e ao gás de cozinha, além da manutenção da isenção de tributos sobre o querosene de aviação e o biodiesel.
O novo modelo de subsídio ao diesel prevê um benefício total de R$ 1,47 por litro. Parte desse valor, equivalente a R$ 1,12, substitui programas anteriores e terá vigência até o final de dezembro, com revisões periódicas. Outra parcela, de R$ 0,3515 por litro, foi criada para compensar o fim da desoneração tributária e terá duração inicial de dois meses.
De acordo com o governo, o novo formato busca simplificar o repasse dos recursos e garantir que a redução de custos seja integralmente refletida no preço final ao consumidor.
A alta recente dos combustíveis está diretamente ligada à guerra iniciada no final de fevereiro, que impactou o fluxo global de petróleo após o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte da commodity no mundo.






























































