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Apostador de Divinópolis (MG) leva sozinho prêmio de R$ 43 milhões da Mega-Sena

Uma aposta realizada em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, foi a única a acertar as seis dezenas do concurso 3.029 da Mega-Sena, realizado na noite desta quinta-feira, 9 de julho. O ganhador receberá um prêmio de R$ 43.068.394,39.

O bilhete premiado foi uma aposta simples, com seis números escolhidos, registrada na Lotérica O Paraíso da Sorte. As dezenas sorteadas foram: 01, 11, 24, 33, 35 e 59.

Além do vencedor do prêmio principal, outras 39 apostas acertaram cinco números e cada uma receberá R$ 45.642,92. Já 3.261 apostas fizeram a quadra e terão direito a um prêmio individual de R$ 899,78.

Com o resultado, o próximo concurso da Mega-Sena terá prêmio estimado em R$ 20 milhões. Os interessados em participar podem registrar suas apostas até as 20h (horário de Brasília) de sábado (11), em qualquer casa lotérica do país ou pelos canais digitais da Caixa Econômica Federal.

A aposta mínima, com seis dezenas, custa R$ 6.

Secretaria Municipal de Educação e CEMAP promovem seminário para fortalecer a educação em Ituiutaba

Profissionais da rede municipal de ensino de Ituiutaba participaram, na última quinta-feira, 9 de julho, de um seminário voltado à formação continuada e ao debate sobre os desafios da educação contemporânea. O encontro, promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer, em parceria com o Centro Municipal de Aperfeiçoamento Pedagógico (CEMAP), reuniu educadores em um momento de troca de experiências e reflexão sobre práticas pedagógicas.

Com o tema “A Escola que Inspira, Conecta e Transforma”, o evento destacou o papel da educação na formação de cidadãos e na construção de uma sociedade mais consciente. A proposta foi incentivar discussões sobre o ambiente escolar como espaço de desenvolvimento humano e social, além de reforçar a importância da atuação dos profissionais da educação nesse processo.

A programação teve como destaque a palestra “O Futuro é Humano”, conduzida pela atriz, escritora e especialista em comportamento Dani Suzuki. Durante a apresentação, foram abordados temas relacionados à comunicação, empatia e às relações interpessoais no contexto educacional, com foco no desenvolvimento de competências consideradas essenciais para o cenário atual.

Ao longo do encontro, também foram discutidas estratégias para fortalecer o vínculo entre escola, alunos e comunidade, com ênfase na valorização das conexões humanas no processo de aprendizagem. A iniciativa integra ações voltadas ao aprimoramento das práticas pedagógicas e à qualificação dos profissionais da rede municipal.

O seminário contou ainda com o apoio de instituições parceiras, como o Sebrae e o Sicoob Credipontal. Segundo a organização, a proposta é ampliar iniciativas que contribuam para a melhoria da qualidade do ensino e para o fortalecimento da educação no município.

Foto: Ascom PMI
Foto: Ascom PMI
Foto: Ascom PMI
Foto: Ascom PMI
Foto: Ascom PMI

TJMG mantém suspensão de escolas cívico-militares em Minas Gerais

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu manter a suspensão do programa de escolas cívico-militares da rede estadual, restabelecendo a determinação do Tribunal de Contas do Estado que prevê o encerramento do modelo até 2026. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 9 de julho, por maioria de votos, e reverteu uma liminar anterior que permitia a continuidade do projeto.

Com isso, o programa deverá ser interrompido tanto nas unidades onde já está em funcionamento quanto na expansão para novas escolas. O entendimento predominante entre os desembargadores foi de que o TCE-MG atuou dentro de suas atribuições ao apontar possíveis irregularidades na execução da iniciativa.

Entre os pontos considerados pela Justiça estão falhas estruturais relacionadas à gestão do programa, como inconsistências na definição de metas, na individualização das ações e na aplicação de recursos públicos. Segundo o acórdão, essas questões comprometem não apenas a expansão, mas também a continuidade das escolas já incluídas no modelo.

A decisão também afastou o argumento de que o fim do programa poderia prejudicar os estudantes. De acordo com o tribunal, a medida foi restabelecida no início do ano letivo, o que evitaria impactos significativos na rotina escolar. O entendimento é de que a presença de militares tem caráter complementar e não interfere diretamente no conteúdo pedagógico ou na organização curricular.

O relator do caso destacou ainda que o governo estadual já tinha conhecimento prévio da decisão do TCE-MG e deveria ter se preparado para adequar o início das atividades escolares às determinações do órgão de controle.

Com isso, prevaleceu o entendimento de que, diante da ausência de comprovação de prejuízo direto aos alunos, deve ser priorizada a legalidade na aplicação dos recursos públicos. A decisão ocorre em meio ao debate sobre a ampliação do modelo no estado, defendida pelo governo mineiro.

MP processa Virginia Fonseca e Blaze e pede R$ 120 milhões por publicidade irregular de apostas

Uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios colocou no centro do debate a atuação de influenciadores digitais na promoção de apostas online. Protocolado na Justiça nesta quinta-feira, 9 de julho, o processo pede indenização mínima de R$ 120 milhões contra a influenciadora Virginia Fonseca e a empresa responsável pela plataforma Blaze, sob a alegação de danos morais coletivos e práticas consideradas irregulares na divulgação de jogos.

De acordo com o MPDFT, a investigação reúne indícios de que a plataforma acumula dezenas de milhares de reclamações relacionadas à retenção de valores e bloqueios de contas de usuários. O órgão também sustenta que publicações feitas pela influenciadora teriam omitido o caráter publicitário das apostas, o que poderia induzir seguidores ao erro. Para o Ministério Público, o caso envolve impactos que ultrapassam a esfera individual, sendo tratado como uma questão de saúde pública ligada à ludopatia.

Entre os episódios mencionados na ação está uma publicação feita durante a Copa do Mundo de 2026, quando a influenciadora teria sugerido apostas esportivas sem deixar explícita a natureza comercial do conteúdo. O documento aponta ainda suspeitas sobre o modelo de remuneração, incluindo a hipótese de participação nas perdas de usuários, o que será analisado no decorrer do processo.

Na ação, o MPDFT solicita a retirada imediata de conteúdos que prometam ganhos considerados irreais ou que possam incentivar comportamentos de risco. Em caso de descumprimento, foi sugerida multa diária de R$ 500 mil. O órgão também pede que os envolvidos sejam obrigados a custear campanhas educativas sobre os riscos do superendividamento e do jogo compulsivo.

A relação da influenciadora com plataformas de apostas já havia sido discutida anteriormente em âmbito político. Em 2025, Virginia Fonseca prestou depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito das Bets no Senado, ocasião em que foram levantadas suspeitas sobre práticas de publicidade e transparência no setor.

Em nota, a defesa da influenciadora afirmou que tomou conhecimento da ação pela imprensa e negou qualquer prática irregular. Os advogados sustentam que as acusações não se baseiam em provas conclusivas e que ainda há diligências em andamento, incluindo a análise de contratos e da natureza da relação comercial. A defesa também declarou confiar no Judiciário e afirmou que irá apresentar esclarecimentos no processo.

Já a empresa responsável pela Blaze no Brasil informou que não foi oficialmente notificada até o momento, mas reiterou que atua em conformidade com a legislação e que, assim que intimada, prestará as informações necessárias às autoridades.

O caso será analisado pela Justiça do Distrito Federal e pode ter desdobramentos relevantes para a regulamentação da publicidade de apostas no país, especialmente no que diz respeito à atuação de influenciadores digitais e à proteção dos consumidores.

MG terá geada, frio de até 4°C e baixa umidade nos próximos dias, prevê Inmet

Minas Gerais deve enfrentar uma mudança significativa nas condições do tempo entre esta sexta-feira, 10 de julho, e sábado, 11 de julho, com previsão de frio intenso em algumas regiões e baixa umidade do ar em praticamente todo o estado. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o período será marcado por tempo estável e ausência de chuvas expressivas.

O destaque da previsão é a possibilidade de geada em áreas de serra na divisa entre Minas Gerais e São Paulo. O fenômeno deve ocorrer devido à combinação de temperaturas mais baixas e ar seco, especialmente nas primeiras horas da manhã. No Sul de Minas, os termômetros podem chegar a cerca de 4°C, configurando um dos pontos mais frios do estado neste período.

Além do frio, o Inmet alerta para os baixos índices de umidade relativa do ar, que devem variar entre 20% e 30% em grande parte do território mineiro. Esse cenário exige atenção redobrada, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios, devido ao risco de agravamento de sintomas.

Enquanto isso, outras regiões apresentam condições opostas. No Norte de Minas e no Triângulo Mineiro, apesar das manhãs mais amenas, as temperaturas seguem elevadas ao longo do dia e podem ultrapassar os 30°C, mantendo a sensação de calor durante as tardes.

A previsão reforça o contraste climático dentro do estado e indica a necessidade de cuidados tanto com o frio quanto com a baixa umidade, fatores que podem impactar diretamente a saúde da população.

Foto: William Siqueira

Dario anuncia que publicidade de bets terá alertas obrigatórios e regras mais rígidas no Brasil

O governo federal deve publicar nesta sexta-feira, 10 de julho, novas regras para a publicidade de apostas online no Brasil, em uma tentativa de ampliar o controle sobre o setor e reforçar a proteção aos consumidores. As medidas foram antecipadas pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que detalhou mudanças que incluem restrições mais rígidas à forma como as chamadas “bets” podem ser divulgadas.

Uma das principais novidades será a obrigatoriedade de advertências em todas as peças publicitárias, em moldes semelhantes aos adotados em campanhas de cigarros e bebidas alcoólicas. Entre as mensagens previstas estão alertas de que apostar pode causar perdas financeiras, dependência e que não se trata de uma forma de investimento. Segundo o ministro, a intenção é tornar mais evidente os riscos associados às apostas.

“A gente faz restrições à publicidade de bets no país. Eu não preciso dizer, porque é chover no molhado, a nossa tolerância zero com as ilegais. Então, bet ilegal, em nenhuma medida está autorizada, e nem os publicitários, os veículos de comunicação estão autorizados a veicular qualquer publicidade envolvendo empresa não autorizada a operar no mercado”, afirmou Dario Durigan.

Além disso, uma segunda portaria, elaborada em conjunto com o Ministério da Justiça, deve intensificar o combate às plataformas que atuam de forma irregular. O governo reforça que empresas sem autorização estão proibidas de anunciar, e veículos de comunicação também podem ser penalizados caso descumpram a regra.

As novas normas também estabelecem limites para o conteúdo das campanhas. Entre as proibições estão a criação de senso de urgência para estimular apostas, a apresentação da atividade como investimento ou solução financeira, a divulgação de ganhos como forma de atrair consumidores e qualquer tipo de indução ao erro.

O ministro também destacou que comentaristas, narradores e especialistas não poderão utilizar sua credibilidade para influenciar decisões de apostadores. “Não é lícito misturar um comentário de alguém que é especialista, comentarista, especializado em um determinado jogo, determinado assunto. Ele dizendo que a melhor aposta é uma, ou que o caminho a ser adotado é aquele, portanto induzindo o consumidor a adotar uma certa prática com um verniz de respaldo técnico. Então, isso não deve ser feito”, disse.

Outra restrição importante diz respeito ao uso de promessas de lucro fácil. “Nada de exibir ganhos como isca, nada de vender aposta como ganho de dinheiro fácil, de investimento ou solução financeira para as famílias”, completou o ministro.

Em caso de descumprimento, as empresas estarão sujeitas a sanções que incluem multas de até 20% do faturamento, suspensão das atividades por até 180 dias e, em situações mais graves, a cassação da autorização para operar. O secretário Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, afirmou que as multas podem chegar a cerca de R$ 14 milhões.

O governo também informou que as empresas serão responsabilizadas por ações de influenciadores contratados e que conteúdos irregulares poderão ser retirados do ar. Segundo Durigan, cerca de 56 mil sites de apostas já foram derrubados e quase mil perfis de influenciadores foram alvo de medidas.

Ainda de acordo com o ministro, o governo já determinou a autoexclusão de quase um milhão de usuários que não atendiam às regras legais, incluindo beneficiários de programas sociais e pessoas que aderiram ao programa de renegociação de dívidas Desenrola, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal.

As ações fazem parte de um processo de regulamentação do setor iniciado em 2018, quando as apostas foram autorizadas no país, mas ainda sem regras específicas. Nos anos seguintes, o Congresso definiu diretrizes gerais, e o governo federal avançou na estrutura de fiscalização, incluindo a criação da Secretaria de Prêmios e Apostas, responsável por supervisionar o mercado.

Surto de ebola já causa 600 mortes e aumenta o alerta na República Democrática do Congo

O surto de ebola na República Democrática do Congo já deixou ao menos 600 mortos, segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde, que monitora a evolução da doença com base em informações das autoridades locais. A epidemia, considerada uma das mais desafiadoras dos últimos anos no país, ainda apresenta avanço e tem dimensão considerada incerta por especialistas.

De acordo com o levantamento mais atualizado, divulgado em 7 de julho, o país africano soma 1.759 casos confirmados da doença, enquanto Uganda registra dois óbitos e 20 infecções. A OMS alerta que a propagação do vírus continua ativa e pode se estender por vários meses, o que mantém a comunidade internacional em estado de atenção.

“A epidemia continua se propagando e a verdadeira magnitude ainda não foi completamente determinada”, afirmou Anne Ancia, representante da OMS na RDC. Segundo ela, mesmo com avanços no enfrentamento da doença, o sistema de saúde enfrenta forte pressão. “Apesar dos avanços promissores, continuamos enfrentando desafios importantes. Os centros de tratamento atuais operam com aproximadamente 90% de sua capacidade, o que exerce uma pressão considerável sobre a resposta de saúde”, acrescentou.

O epicentro do surto está na província de Ituri, no nordeste do país, região que faz fronteira com Sudão do Sul e Uganda. O vírus também já foi identificado em áreas das províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, locais marcados por instabilidade e presença de grupos armados, o que dificulta as ações de contenção.

Ainda segundo a OMS, fatores como deslocamento de populações, insegurança e fragilidade estrutural do sistema de saúde têm dificultado o controle da epidemia. “Os deslocamentos de população, a insegurança persistente e a fragilidade do sistema de saúde continuam dificultando os esforços para controlar a epidemia”, explicou Ancia. Ela também destacou a necessidade de ampliar a assistência humanitária. “As necessidades humanitárias continuam significativas, especialmente em termos de proteção da população civil e de acesso a alimentos e serviços essenciais de saúde”, afirmou.

Declarada oficialmente em 15 de maio, esta é a 17ª epidemia de ebola na RDC e envolve a variante Bundibugyo, para a qual ainda não há vacina ou tratamento específico aprovado. Diante desse cenário, a OMS iniciou, em 2 de junho, um ensaio clínico com dois tratamentos experimentais voltados para essa variante rara, além de autorizar o uso emergencial de um novo teste de diagnóstico molecular para acelerar a detecção dos casos.

O ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais e provoca uma febre hemorrágica grave. Nas últimas cinco décadas, a doença já causou mais de 15 mil mortes em diferentes países africanos. Na própria RDC, o surto mais severo ocorreu entre 2018 e 2020, quando milhares de pessoas foram infectadas e quase dois terços dos casos evoluíram para óbito.

PREVEST 2026 segue com inscrições abertas e aulas em andamento em Ituiutaba

A Prefeitura de Ituiutaba (MG) mantém abertas as inscrições para o PREVEST 2026, cursinho preparatório gratuito voltado a estudantes que desejam se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio e outros vestibulares. A iniciativa é coordenada pela Fundação Municipal Zumbi dos Palmares, em parceria com as secretarias municipais de Educação, Esporte e Lazer e de Desenvolvimento Social, e integra as ações do município para ampliar o acesso ao ensino superior.

A edição deste ano foi oficialmente iniciada em 10 de junho, durante aula inaugural que reuniu alunos, professores e representantes da administração municipal. O encontro marcou o início das atividades e também serviu como espaço de integração, além de destacar histórias de ex-alunos aprovados em instituições de ensino superior, que compartilharam experiências com os novos participantes.

Desde então, o cursinho está em funcionamento regular, com aulas ministradas por equipe pedagógica, acompanhamento dos estudantes e foco na preparação para os processos seletivos. O programa busca oferecer suporte educacional e estimular hábitos de estudo, disciplina e autonomia, considerados fundamentais para o desempenho nas provas.

De acordo com a proposta da iniciativa, o PREVEST também atua como ferramenta de inclusão, ao disponibilizar ensino gratuito e contribuir para reduzir desigualdades no acesso à educação. A articulação entre os órgãos municipais envolvidos reforça a estratégia de ampliar oportunidades para jovens e adultos que pretendem ingressar no ensino superior.

Além do conteúdo preparatório, o programa incentiva o desenvolvimento do pensamento crítico e a valorização da educação como meio de transformação social. Interessados em participar ainda podem se inscrever diretamente na sede da Fundação Municipal Zumbi dos Palmares, localizada na Praça Mário Natal, localizada no Bairro Natal, onde também são fornecidas informações sobre vagas e funcionamento do cursinho. Informações também podem ser obtidas pelos telefones: (34) 3262-6033 e (34) 99662-0573.

Foto: Ascom PMI
Foto: Ascom PMI
Foto: Ascom PMI

Governo adia decisão sobre retirada do subsídio à gasolina após novos ataques ao Irã

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira, 9 de julho, que o governo federal deve analisar, na próxima semana, a retirada parcial ou total do subsídio concedido à gasolina como forma de reduzir os impactos da alta dos combustíveis provocada pela instabilidade no Oriente Médio.

Segundo o ministro, a decisão estava prevista para ocorrer ainda nesta semana, mas foi adiada após a valorização de mais de 5% do barril de petróleo registrada na quarta-feira, 8 de julho. A equipe econômica passou a reavaliar o cenário diante das novas movimentações no mercado internacional.

“Essa semana eu ia anunciar a retirada do subsídio da gasolina, vou analisar a retirada na próxima semana, porque o preço da gasolina já está com o impacto diferente do que eu estava prevendo”, afirmou Durigan em entrevista à Rádio Gaúcha.

O ministro explicou que a intenção do governo é retirar o benefício como próximo passo, mas que a decisão dependerá do comportamento dos preços do petróleo nos próximos dias.

“Semana que vem, a depender da situação, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina, seja parcial ou totalmente, como próximo passo”, completou.

O subsídio à gasolina foi anunciado pelo governo federal em maio deste ano e tinha previsão inicial de duração de dois meses. A medida estabeleceu um desconto de R$ 0,44 por litro do combustível, aplicado tanto para a gasolina importada quanto para a produzida no país, com o objetivo de reduzir os efeitos da escalada do petróleo causada pelo conflito no Oriente Médio.

A iniciativa fez parte de um pacote de ações adotado pelo governo para conter a pressão sobre os combustíveis. Entre as medidas anunciadas estavam a subvenção ao diesel nacional e importado, a isenção de impostos federais sobre o biodiesel, o subsídio ao gás de cozinha, apoio ao querosene de aviação e linhas de crédito destinadas ao setor aéreo.

No caso do diesel, a subvenção foi encerrada em 1º de julho. A expectativa era que a retirada do benefício da gasolina ocorresse em seguida, mas a nova escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã pode influenciar o cronograma.

A preocupação do governo está relacionada aos impactos dos recentes ataques militares no Oriente Médio sobre o mercado global de petróleo. As forças do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) realizaram uma nova ofensiva contra o Irã na quarta-feira, 8 de julho, alegando que a ação tinha como objetivo reduzir a capacidade iraniana de ameaçar navios comerciais no Estreito de Ormuz.

Segundo as autoridades americanas, cerca de 90 alvos estratégicos foram atingidos ao longo da costa iraniana, incluindo sistemas de defesa aérea, estruturas de vigilância costeira, depósitos de mísseis e drones, além de instalações ligadas à capacidade naval e à logística militar.

A operação ocorreu após uma primeira rodada de ataques realizada na terça-feira, 7 de julho, quando os Estados Unidos afirmaram ter atingido aproximadamente 80 alvos militares no Irã, incluindo embarcações vinculadas ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.

O cenário internacional segue sendo acompanhado pela equipe econômica brasileira, que avalia os possíveis reflexos da instabilidade no preço do petróleo e seus efeitos sobre os combustíveis vendidos no país.

EUA atacam cerca de 90 alvos militares na costa do Irã e país anuncia resposta militar

As tensões entre Estados Unidos e Irã aumentaram nesta quinta-feira, 9 de julho, após uma nova ofensiva militar americana contra alvos iranianos. Segundo as Forças Armadas dos EUA, os ataques tiveram como objetivo reduzir a capacidade do país de ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e gás.

De acordo com os militares americanos, cerca de 90 alvos foram atingidos durante a operação, incluindo sistemas de defesa aérea, depósitos de mísseis e instalações utilizadas para operações com drones. O governo dos Estados Unidos afirmou que a ação foi uma resposta às ameaças iranianas contra a livre circulação de navios na região.

O Irã reagiu classificando os ataques como um “crime de guerra” e anunciou medidas de retaliação contra países aliados de Washington no Golfo. O governo iraniano também afirmou que as ofensivas atingiram áreas civis e estruturas próximas à cidade de Mashhad, onde ocorreu o funeral do ex-líder supremo Ali Khamenei.

Segundo o Ministério da Saúde iraniano, os ataques realizados desde quarta-feira deixaram ao menos 14 mortos e 78 feridos no país. As autoridades locais também relataram danos em infraestruturas e interrupção temporária do transporte ferroviário entre Teerã e Mashhad.

Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado bases americanas localizadas no Bahrein e no Kuwait. O Exército iraniano também reivindicou ações contra instalações em Catar, Kuwait e Bahrein, países aliados dos Estados Unidos. Segundo a imprensa estatal iraniana, os ataques teriam atingido sistemas de defesa e estruturas militares.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as ações foram uma resposta aos ataques iranianos contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. Em uma publicação nas redes sociais, ele declarou que novas ofensivas contra navios resultariam em uma resposta mais intensa.

O Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de tensão no conflito. Localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o trecho marítimo é considerado estratégico para o comércio global de energia. O Irã tem defendido medidas de controle sobre a passagem de navios, enquanto os Estados Unidos afirmam defender a liberdade de navegação.

Apesar do aumento das hostilidades, os preços internacionais do petróleo permaneceram relativamente estáveis nesta quinta-feira. O barril de Brent registrou queda, enquanto o WTI apresentou leve alta, mantendo valores próximos aos observados antes da intensificação do conflito.

As negociações diplomáticas seguem cercadas de incertezas. O governo americano afirma que busca garantir a segurança da navegação internacional, enquanto autoridades iranianas sustentam que qualquer reabertura completa do Estreito de Ormuz dependerá de condições estabelecidas pelo próprio país.