Início Site Página 12

Governo de MG define datas para exigência do CRLV 2026

O Governo de Minas Gerais divulgou no último sábado, 4 de julho, o cronograma para a exigência do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) referente ao exercício de 2026. A medida foi publicada por meio de portaria assinada pelo diretor-geral do Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran/MG), Rone Evaldo Barbosa, e já está em vigor.

De acordo com a norma, os proprietários de veículos registrados no Estado deverão apresentar o documento atualizado, na versão digital ou impressa, a partir das datas estabelecidas conforme o final da placa. Após o início da obrigatoriedade, as fiscalizações realizadas em Minas Gerais poderão exigir dos condutores o CRLV 2026.

O documento só será liberado após a regularização de todas as pendências vinculadas ao veículo. Para emitir o licenciamento anual, o proprietário precisa quitar débitos como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), a Taxa de Renovação do Licenciamento Anual do Veículo (TRLAV), multas e possíveis restrições cadastrais.

O cronograma definido pelo Detran/MG estabelece os seguintes prazos:

Veículos com placas de finais 1, 2 e 3 deverão estar licenciados a partir de 1º de setembro.

Veículos com placas de finais 4, 5 e 6 terão o CRLV 2026 exigido a partir de 1º de outubro.

Veículos com placas de finais 7, 8, 9 e 0 deverão portar o documento atualizado a partir de 1º de novembro.

O motorista que circular com o licenciamento vencido estará cometendo uma infração de trânsito de natureza grave, podendo receber multa, acumular pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e ter o veículo removido.

A recomendação é que os proprietários antecipem a regularização dos débitos para evitar transtornos durante as fiscalizações e garantir a emissão do documento dentro do prazo previsto.

PF combate abuso sexual infantojuvenil e cumpre mandado contra suspeito de 22 anos, em Minas

A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira, 9 de julho, uma operação no município de Luislândia (MG), no Norte de Minas Gerais, com foco no combate a crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes. A ação resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão e integra um conjunto de investigações voltadas ao enfrentamento desse tipo de crime na internet.

Durante a diligência, os agentes apreenderam dois aparelhos celulares que serão submetidos à perícia técnica. O material recolhido poderá auxiliar no aprofundamento das investigações e na identificação de possíveis conexões com outras práticas criminosas.

Segundo apuração da própria corporação, o suspeito, um homem de 22 anos, teria armazenado, no mês de fevereiro deste ano, ao menos 108 arquivos com conteúdo relacionado a abuso sexual infantojuvenil. A investigação aponta que o material estaria disponível em ambiente digital, o que reforça o alerta das autoridades sobre a circulação desse tipo de conteúdo na rede.

A operação faz parte de um trabalho contínuo da Polícia Federal para combater a produção, o armazenamento e a disseminação de material de exploração sexual envolvendo menores. Essas ações buscam não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também interromper a cadeia de compartilhamento desse tipo de conteúdo.

Em nota, a instituição reforçou a importância da atuação preventiva por parte de pais e responsáveis, destacando a necessidade de acompanhamento das atividades de crianças e adolescentes tanto no ambiente virtual quanto no cotidiano. A orientação é de que o diálogo e a supervisão sejam ferramentas fundamentais para reduzir riscos e garantir a proteção dos jovens.

PF realiza operação contra circulação de dinheiro falso e efetua prisão em flagrante em Minas

A Polícia Federal intensificou o combate à circulação de dinheiro falsificado na Zona da Mata mineira e realizou, nesta quarta-feira, 8 de julho, uma operação em Juiz de Fora (MG) que resultou na prisão em flagrante de um suspeito e na apreensão de diversas cédulas falsas. A ação foi autorizada pela Justiça Federal, que expediu mandado de busca e apreensão cumprido pelos agentes no município.

De acordo com as investigações, o homem estaria envolvido na distribuição de notas falsificadas na região. Durante a diligência, foram encontradas cédulas com valor nominal de R$ 50,00, que agora serão submetidas à perícia técnica para confirmação da falsificação e análise de origem.

A operação ocorre na sequência de outra ação realizada um dia antes, na terça-feira, 7 de julho, quando a Polícia Federal já havia prendido um suspeito com cerca de R$ 5 mil em dinheiro falsificado. A repetição dos casos em curto intervalo reforçou a necessidade de aprofundamento das apurações.

Segundo a Polícia Federal, as investigações continuam com o objetivo de identificar a procedência das cédulas e possíveis conexões com grupos responsáveis pela produção e distribuição do material ilícito. A corporação também busca mapear outros envolvidos no esquema, que pode ter alcance além da região.

A circulação de moeda falsa é crime previsto no Código Penal, com penas que podem chegar a 12 anos de reclusão, além de multa.

Foto: Polícia Federal

Foto: Polícia Federal

Câmara avança com proposta que altera cálculo do IPVA e substitui valor de mercado pelo peso do veículo

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 8 de julho, a admissibilidade de uma proposta que pode alterar de forma significativa a cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) no Brasil. O texto prevê a substituição do modelo atual, baseado no valor de mercado, por um novo critério que leva em conta o peso dos veículos.

Na prática, a mudança pode afetar diretamente proprietários de carros, motos e caminhões em todo o país. Atualmente, o imposto é calculado com base em referências como a Tabela Fipe, com alíquotas que variam conforme o estado. Com a proposta, o peso passaria a ser o principal fator para definir o valor a ser pago anualmente.

De autoria do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), o texto estabelece ainda um limite para a cobrança: o IPVA não poderá ultrapassar 1% do valor de venda do veículo, mesmo com a adoção do novo modelo. Além disso, abre a possibilidade de criação de incentivos para veículos menos poluentes, como forma de incorporar critérios ambientais à tributação.

A análise feita pela CCJ se restringiu aos aspectos constitucionais da proposta, sem avaliar o mérito da mudança. Essa etapa ficará a cargo de uma comissão especial, que ainda será formada e deverá discutir os impactos da medida, incluindo possíveis efeitos sobre a arrecadação dos estados e a necessidade de regras de transição.

O tema, no entanto, já provoca divergências entre parlamentares. Críticos da proposta argumentam que o critério por peso pode gerar distorções, ao aumentar a carga sobre veículos mais pesados, frequentemente utilizados para trabalho, e reduzir o imposto de modelos mais leves e de alto valor. Por outro lado, defensores avaliam que a discussão é necessária diante do atual cenário tributário e das transformações no uso de veículos no país.

Após a análise na comissão especial, o texto ainda precisará passar por dois turnos de votação no plenário da Câmara antes de seguir na tramitação como proposta de emenda à Constituição.

Bonnie Tyler, voz de “Total Eclipse of the Heart”, morre aos 75 anos

A cantora Bonnie Tyler, voz de clássicos como “Total Eclipse of the Heart” e “It’s a Heartache”, morreu nesta quarta-feira, 8 de julho, aos 75 anos. A informação foi confirmada nas redes sociais da artista, por meio de um comunicado divulgado por familiares e equipe.

Segundo a nota, Tyler faleceu em um hospital em Portugal, onde estava internada desde maio para tratar problemas de saúde. A cantora havia passado por uma cirurgia intestinal de emergência e chegou a ficar em coma induzido durante o período de recuperação. Apesar de ter apresentado sinais de melhora nas últimas semanas, permanecia debilitada.

Nascida como Gaynor Hopkins, no País de Gales, Bonnie Tyler construiu uma carreira marcada por grandes sucessos internacionais, especialmente ao longo da década de 1980. Dona de um timbre rouco inconfundível, ela se destacou por performances intensas e por transitar entre estilos como o country rock e o rock operático.

O auge da carreira veio com o álbum “Faster Than the Speed of Night”, lançado em 1983, fruto da parceria com o produtor Jim Steinman. O disco alcançou grande repercussão e consolidou Tyler como um dos principais nomes da música pop da época. A faixa “Total Eclipse of the Heart” se tornou seu maior sucesso, liderando paradas internacionais e se transformando em um dos maiores hits da década.

Outro destaque da trajetória é “Holding Out for a Hero”, lançada em 1984 e eternizada na trilha sonora do filme “Footloose”, além de ganhar nova popularidade anos depois com sua inclusão em produções como “Shrek 2”.

Ao longo da carreira, Bonnie Tyler acumulou feitos expressivos, incluindo marcas históricas nas paradas britânicas e americanas. Em 2023, foi reconhecida oficialmente pela coroa britânica ao receber o título de membro da Ordem do Império Britânico.

A morte da artista gerou repercussão nas redes sociais, com fãs, músicos e autoridades prestando homenagens e destacando a importância de sua contribuição para a música internacional.

Foto: Divulgação/Site Oficial
Foto: Divulgação/FB da artista

Policiais candidatos não poderão usar imagem da instituição em campanha

A Polícia Civil de São Paulo passou a adotar medidas mais rígidas para coibir o uso da estrutura da corporação em campanhas eleitorais. Uma portaria publicada nesta quarta-feira, 8 de julho, determina que policiais que utilizarem recursos institucionais com fins eleitorais poderão ser denunciados ao Ministério Público Eleitoral (MPE), independentemente da conclusão de eventual processo administrativo interno.

A norma, assinada pela Corregedoria-Geral, estabelece que o uso de armas, viaturas, uniformes, prédios públicos, distintivos e qualquer outro elementco oficial da corporação em propaganda política é proibido. A restrição também se aplica a conteúdos publicados nas redes sociais, inclusive durante a pré-campanha.

De acordo com o texto, a vedação inclui ainda a divulgação de imagens ou informações relacionadas a operações policiais, sejam elas em andamento ou já finalizadas, quando houver intenção de promoção pessoal com finalidade eleitoral. A regra busca evitar que a imagem institucional da Polícia Civil seja associada a candidaturas ou interpretada como apoio oficial.

Mesmo com a proibição, os policiais continuam autorizados a manter perfis pessoais e manifestar opiniões políticas, desde que não utilizem elementos que remetam à função pública.

A medida também prevê que eventuais irregularidades possam ser analisadas simultaneamente nas esferas administrativa e eleitoral, podendo resultar em investigações paralelas e, em casos mais graves, no encaminhamento à Justiça Eleitoral.

Normas semelhantes já existem em outros estados. Em Minas Gerais, por exemplo, regras vigentes também proíbem o uso de bens e símbolos públicos por agentes em campanhas, com o objetivo de preservar a imparcialidade da administração pública.

PCMG prende suspeito de violência doméstica contra a própria família em Uberlândia

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, nesta terça-feira, 7 de julho, um homem de 32 anos investigado por crimes no contexto de violência doméstica e familiar em Uberlândia (MG). A ação foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), após decisão judicial que autorizou a prisão preventiva do suspeito.

De acordo com as investigações, o homem é suspeito de praticar uma série de crimes contra a própria família, incluindo ameaças constantes, danos ao patrimônio, furto e extorsão. A principal vítima seria a madrasta, que relatou episódios recorrentes de intimidação e situações que colocavam em risco sua integridade física e até a vida.

Em um dos casos apurados, o investigado teria mantido a vítima sob ameaça, restringindo sua liberdade com o objetivo de pressionar o pai, marido da mulher, e obter vantagem financeira. Ainda conforme a apuração, ele também é suspeito de furtar um aparelho de televisão da residência e provocar danos ao imóvel.

Diante da gravidade das denúncias, a vítima procurou a Polícia Civil e solicitou medidas protetivas. Com base nos elementos reunidos e no histórico criminal do suspeito, que inclui passagens por crimes como tráfico de drogas, homicídio e porte ilegal de arma, a autoridade policial representou pela prisão preventiva.

O pedido foi acatado pela Justiça, e o homem foi localizado e detido no bairro Santa Rosa. Após a prisão, ele foi encaminhado à delegacia e permanece à disposição do Poder Judiciário.

Acidente entre carretas deixa um morto e interdita a MGC-497, em Uberlândia

Um grave acidente envolvendo duas carretas interditou totalmente a MGC-497, em Uberlândia (MG), na manhã desta quarta-feira, 8 de julho, nas proximidades do bairro Pequis. A colisão causou longas filas nos dois sentidos da rodovia, tanto em direção a Prata (MG) quanto para Uberlândia (MG), e mobilizou equipes de resgate ao longo do dia.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o acidente teve início quando uma carreta carregada com fécula de mandioca, que seguia rumo a Uberlândia, saiu da pista após o motorista perder o controle da direção. O veículo caiu em uma vala às margens da rodovia, e parte da carroceria ficou atravessada na pista, obstruindo o tráfego.

Na sequência, uma segunda carreta, que trafegava vazia no sentido contrário, não conseguiu frear a tempo e acabou colidindo contra a estrutura que bloqueava a via.

Com o impacto, o motorista e uma passageira ficaram presos às ferragens do segundo veículo. Eles foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros e encaminhados em estado grave pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Pronto-Socorro do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). O motorista, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu durante o trajeto.

A passageira permanece em estado grave. Até o momento, não há previsão para a liberação total da rodovia, que segue operando em sistema de “siga e pare”, com fluxo lento e retenções no trecho afetado. As causas do acidente ainda serão apuradas.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Cartório Eleitoral de Ituiutaba suspende atendimento presencial nesta sexta (10)

O Cartório Eleitoral da 141ª Zona Eleitoral de Ituiutaba (MG) não terá atendimento presencial nesta sexta-feira, 10 de julho, devido a uma interrupção programada no fornecimento de energia elétrica.

A suspensão foi autorizada pelo juiz eleitoral responsável pela zona, como medida necessária para a realização de manutenção na rede elétrica por parte da concessionária CEMIG.

Mesmo com a paralisação do atendimento no local, casos considerados urgentes poderão ser tratados de forma remota. Para isso, a unidade disponibilizou um número de WhatsApp (34) 99159-0017, que funcionará das 12h às 17h exclusivamente para esse tipo de demanda.

O atendimento presencial deverá ser retomado normalmente após a manutenção da CEMIG.

Mulher prova acordo verbal e garante direito a R$ 1,3 milhão de ex-companheiro em bolão da Mega-Sena

Uma moradora de Blumenau (SC) conseguiu na Justiça o direito de receber parte de um prêmio milionário da Mega-Sena, mesmo sem existir um contrato formal que comprovasse o acordo entre ela e o ex-companheiro. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) entendeu que as provas apresentadas no processo foram suficientes para confirmar a existência de uma combinação verbal para divisão do valor caso a aposta fosse premiada.

Foto: Reprodução

O caso envolve o concurso 2.486 da Mega-Sena, realizado em 31 de maio de 2022. Na ocasião, um bolão com 42 cotas, organizado em Blumenau, foi contemplado com um prêmio de R$ 117,5 milhões. Uma das cotas vencedoras pertencia ao então companheiro da mulher, que alegou ter feito um acordo com ela para dividir qualquer valor recebido em apostas realizadas conjuntamente.

Segundo a decisão judicial, apesar da ausência de um documento assinado, o conjunto de provas indicou que havia uma parceria entre os dois para participação em jogos de loteria. Entre os elementos analisados estavam mensagens trocadas por aplicativo, um áudio de conversa, depoimentos de testemunhas, registro policial e transferências realizadas pelo homem após o recebimento do prêmio.

Durante o processo, a mulher afirmou que o casal tinha o costume de apostar junto e que havia um compromisso de repartir eventuais valores conquistados. Após a premiação, ela alegou que não recebeu a parte combinada e buscou a Justiça para cobrar o direito.

O desembargador substituto Mauro Ferrandin, relator do caso, destacou que as provas reunidas apontavam para a existência do acordo verbal. Segundo ele, as evidências demonstraram que os dois mantinham relacionamento e realizavam apostas em conjunto, com a previsão de divisão de um possível prêmio.

Um dos pontos considerados relevantes pelo tribunal foi uma conversa entre os ex-companheiros. Conforme consta na decisão, ao ser cobrado pela mulher sobre a participação no prêmio, o homem não teria negado diretamente o acordo e teria pedido que ela mantivesse a calma.

Além disso, um áudio de aproximadamente cinco minutos também foi analisado pelos desembargadores. Na gravação, segundo o acórdão, o homem teria afirmado que não pretendia prejudicar a ex-companheira e explicou que o dinheiro estaria aplicado, comportamento considerado incompatível com a alegação posterior de que não existia qualquer compromisso entre os dois.

Depoimentos de testemunhas também contribuíram para a decisão. Um amigo do casal relatou que eles tinham o hábito de jogar juntos e participar de bolões. Outra testemunha afirmou ter ouvido uma conversa entre os dois sobre o prêmio e relatou mudanças nas informações apresentadas pelo homem sobre o valor recebido.

Outro fator considerado pela Justiça foi a transferência de R$ 200 mil e a entrega de um apartamento mobiliado à mulher após o sorteio. O homem alegou que os bens foram concedidos como ajuda financeira, mas o tribunal avaliou que os repasses reforçavam a existência de uma divisão previamente combinada.

Com a decisão, a Justiça determinou que a mulher receba R$ 1.294.491,32, valor correspondente ao pedido apresentado na ação. O cálculo de eventual compensação dos valores já recebidos será realizado na fase de cumprimento da sentença.

O tribunal também condenou o homem ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, fixados em 12% sobre o valor atualizado da condenação.