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PRF apreende 1.200 cápsulas de medicamentos para emagrecimento e prende mulher na BR-365, em Uberlândia (MG)

Uma ação da Polícia Rodoviária Federal resultou na prisão de uma mulher de 42 anos por crime contra a saúde pública, na tarde de quarta-feira, 20 de maio, durante fiscalização no km 626 da BR-365, em Uberlândia (MG).

De acordo com a PRF, a abordagem ocorreu por volta das 17h05, quando os agentes interceptaram um veículo utilizado para transporte por aplicativo, que havia saído do município de Prata (MG). Durante a vistoria nas bagagens dos passageiros, os policiais encontraram uma caixa de papelão pertencente à suspeita contendo grande quantidade de materiais utilizados na comercialização de emagrecedores clandestinos.

No interior da embalagem, foram apreendidos aproximadamente 1.200 cápsulas e comprimidos a granel, além de 30 potes plásticos vazios e diversas etiquetas adesivas com a marca da própria investigada. Segundo levantamentos preliminares, a mulher adquiria os produtos em grande quantidade, realizava o envase por conta própria e revendia os itens com diferentes rótulos e nomes comerciais.

Foto: Canal Janela Aberta

Ainda conforme a corporação, nenhuma das substâncias ou marcas possuía autorização, registro ou notificação junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o que caracteriza irregularidade sanitária e potencial risco à saúde dos consumidores.

Durante o registro da ocorrência, a suspeita ainda tentou apagar remotamente o catálogo de vendas que mantinha ativo em um aplicativo de mensagens. Diante da tentativa de eliminação de provas, o aparelho celular foi apreendido pelos policiais.

O motorista do veículo e os demais passageiros não tinham relação com os fatos e foram liberados no local. A mulher foi encaminhada, juntamente com todo o material apreendido, à Delegacia da Polícia Federal em Uberlândia, onde o caso foi registrado e segue para investigação e perícia técnica.

As autoridades reforçam que a comercialização de medicamentos sem procedência e sem autorização dos órgãos competentes configura crime e pode trazer sérios riscos à saúde pública.

PRF apreende medicamentos para emagrecimento na BR-153, em Prata (MG)

A Polícia Rodoviária Federal apreendeu, na tarde de terça-feira, 19 de maio, uma carga de medicamentos de origem estrangeira e sem documentação fiscal durante fiscalização no km 109 da BR-153, no município de Prata (MG).

De acordo com a corporação, o material incluía caixas de tirzepatida, substância utilizada em tratamentos de emagrecimento, além de outras ampolas e frascos de medicamentos sem comprovação legal de origem e transporte.

A apreensão ocorreu após a abordagem de um veículo conduzido por um homem de 36 anos. Durante a fiscalização, o motorista informou que havia saído de Foz do Iguaçu (PR) com destino a Goiânia (GO).

Foto: Canal Janela Aberta

Ao realizarem buscas detalhadas no interior do automóvel, os policiais localizaram caixas térmicas contendo 24 unidades de tirzepatida, além de outras 17 ampolas e frascos de substâncias diversas. Questionado, o condutor assumiu a propriedade dos produtos e afirmou que os havia adquirido na região de fronteira.

Diante da irregularidade, o homem foi detido em flagrante por suspeita de contrabando. Ele e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Uberlândia, onde serão adotadas as medidas legais cabíveis.

A PRF reforça que o transporte e a comercialização de medicamentos sem autorização e procedência regular representam riscos à saúde pública, além de configurarem infrações penais.

Cão farejador da PR Federal ajuda a apreender mais de 9 kg de maconha em ônibus, em Uberlândia

Uma ação da Polícia Rodoviária Federal, com apoio de equipe especializada e cão farejador, resultou na apreensão de mais de 9 quilos de maconha na tarde de quinta-feira, 21 de maio, durante fiscalização no km 631 da BR-365, em Uberlândia (MG).

O destaque da ocorrência foi a atuação do cão K9 Deca, que auxiliou os policiais na identificação da droga escondida na bagagem de um passageiro de um ônibus interestadual que fazia o trajeto entre Humaitá (AM) e São Paulo (SP).

De acordo com a PRF, durante entrevistas de rotina realizadas no interior do veículo, um jovem levantou suspeitas ao apresentar comportamento excessivamente nervoso e fornecer informações contraditórias sobre a viagem. Ele também não soube explicar o conteúdo transportado em suas malas.

Foto: Canal Janela Aberta

Diante da situação, os agentes solicitaram que o passageiro desembarcasse para uma fiscalização mais detalhada. Com o apoio do cão farejador, a bagagem foi inspecionada, momento em que K9 Deca indicou de forma imediata a presença de entorpecentes.

Na mala, os policiais encontraram oito tabletes de substância análoga à maconha, totalizando cerca de 9,26 quilos da droga.

O suspeito foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Após a ocorrência, o material apreendido, incluindo a droga e um aparelho celular, foi encaminhado, juntamente com o detido, para a Delegacia da Polícia Civil em Uberlândia, onde o caso será investigado.

Foto: PRF/Divulgação

Secretaria de Educação abre inscrições extemporâneas para contratação temporária na rede estadual em Minas

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) abriu um novo processo de inscrições extemporâneas para a contratação temporária de profissionais interessados em atuar na rede estadual de ensino. O prazo começa às 10h desta sexta-feira, 22) e segue até as 17h do dia 31 de maio, com inscrições realizadas exclusivamente por meio do Sistema de Administração e Gestão de Pessoal Temporário (Siagepe).

O processo é voltado tanto para candidatos que não participaram dos cadastros de reserva anteriores quanto para aqueles já inscritos e que desejam concorrer a novas funções ou carreiras. As regras seguem os editais vigentes PSS/SEE/MG nº 09/2025, para o quadro técnico e administrativo, e PS/SEE/MG nº 10/2025, destinado ao magistério, além do Edital Complementar nº 05/2026.

Antes de efetuar a inscrição, a SEE/MG orienta os interessados a verificarem a disponibilidade de vagas na área da Superintendência Regional de Ensino (SRE) desejada, considerando critérios como função, componente curricular, modalidade de ensino e curso. Cada candidato poderá realizar até seis inscrições distintas por SRE, desde que sejam diferentes das opções já escolhidas em processos anteriores.

Foto: Canal Janela Aberta

A Secretaria também destaca que, no momento da contratação, devem ser respeitadas as normas relacionadas ao acúmulo de cargos públicos, conforme a legislação vigente.

De acordo com o cronograma, a listagem de classificação referente ao processo de maio de 2026 será disponibilizada no próprio sistema a partir das 17h do dia 21 de maio. Já a classificação dos candidatos inscritos nesta etapa extemporânea será divulgada a partir das 10h do dia 5 de junho.

Um ponto de atenção é que candidatos já inscritos anteriormente para a função de Professor de Educação Básica (PEB) não poderão realizar nova inscrição para o mesmo cargo neste processo, mesmo que desejem atuar em componentes curriculares diferentes. Isso ocorre porque a inscrição para PEB já integra automaticamente o candidato a uma lista unificada de classificação.

Segundo a SEE/MG, a abertura de novas inscrições extemporâneas reforça o compromisso do Governo de Minas com a continuidade das atividades escolares e a garantia do funcionamento das unidades de ensino em todo o estado, assegurando a oferta de educação pública aos estudantes da rede estadual.

Câmara aprova projeto que libera disparo em massa de mensagens de candidatos nas eleições

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, em votação acelerada, um projeto de lei que promove mudanças significativas nas regras de fiscalização e uso de recursos públicos por partidos políticos. A proposta também autoriza o envio em massa de mensagens durante campanhas eleitorais, inclusive com o uso de robôs.

O texto não constava na pauta do dia e foi incluído no início da sessão pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos). Em poucos minutos, os parlamentares aprovaram o regime de urgência e, cerca de duas horas depois, iniciaram a discussão da matéria, que acabou sendo aprovada de forma simbólica em menos de uma hora.

A proposta altera pontos centrais do controle sobre os recursos destinados aos partidos, que somam valores bilionários. Para as eleições de 2026, estão previstos quase R$ 5 bilhões para campanhas eleitorais, além de mais de R$ 1 bilhão do fundo partidário, voltado à manutenção das legendas.

Entre as principais mudanças, o projeto estabelece um prazo máximo de três anos para o julgamento das contas partidárias. Atualmente, não há limite definido. Caso não haja decisão nesse período, o processo será automaticamente extinto. A medida também fixa em R$ 30 mil o teto das multas aplicadas por irregularidades, enquanto hoje a penalidade pode chegar a até 20% do valor considerado irregular.

Outro ponto relevante é a ampliação do prazo para parcelamento de dívidas dos partidos, que passa de 12 meses para até 15 anos. Além disso, o texto proíbe a suspensão de repasses e o bloqueio de recursos no semestre das eleições, o que, na prática, garante a continuidade do financiamento mesmo em casos de irregularidades em apuração.

Foto: Canal Janela Aberta

O projeto ainda prevê que partidos criados a partir de fusões ou incorporações não poderão ser punidos por irregularidades cometidas por legendas anteriores, o que inclui a impossibilidade de suspensão de verbas.

Na área eleitoral, a proposta autoriza o disparo em massa de mensagens para eleitores durante campanhas, inclusive por meio de ferramentas automatizadas. No entanto, o texto não detalha como deve ser feito o cadastro prévio dos contatos, limitando-se a estabelecer que plataformas digitais só poderão bloquear esse tipo de envio mediante ordem judicial.

A medida tem gerado críticas de especialistas em transparência e controle público. Para Marcelo Issa, conselheiro da Transparência Brasil, o projeto pode enfraquecer a atuação da Justiça Eleitoral. Segundo ele, ao restringir a fiscalização a aspectos formais, a proposta abre margem para irregularidades no uso dos recursos públicos.

Outro ponto controverso é a previsão de aplicação imediata das novas regras, inclusive para processos já em andamento, sem respeitar o prazo mínimo de um ano previsto na legislação eleitoral para mudanças que impactam o pleito.

Após a aprovação na Câmara, o projeto segue agora para análise do Senado Federal, onde ainda pode sofrer alterações antes de uma eventual sanção.

Estudantes da UFU protestam após tentativa de violência sexual contra jovem em campus de Ituiutaba

Estudantes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) realizaram um protesto no campus Pontal, em Ituiutaba (MG), para cobrar mais segurança dentro da instituição. A mobilização ocorreu após uma estudante de 20 anos ser vítima de uma tentativa de violência sexual nas dependências da universidade.

O ato aconteceu na noite de quinta-feira, 21 de maio, e reuniu alunos que denunciaram a vulnerabilidade do campus. Durante a manifestação, os participantes entoaram palavras de ordem como “Sem segurança, sem aula” e cobraram providências imediatas da reitoria.

De acordo com apuração do Canal Janela Aberta, o suspeito, um homem de 39 anos, sem vínculo com a comunidade acadêmica, foi preso em flagrante. Ele teria iniciado atos relacionados à tentativa de estupro dentro do campus, sendo interrompido após a intervenção de outros estudantes que perceberam a situação.

A vítima foi socorrida por colegas que estavam próximas no momento da abordagem. Ela recebeu atendimento imediato de funcionários da universidade e da equipe de vigilância, conforme informou a instituição.

A diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE) na UFU, Sarah Ferreira, utilizou as redes sociais para denunciar a falta de segurança no local e exigir medidas concretas da administração universitária.

Foto: Canal Janela Aberta

“Isso é um reflexo da falta de segurança na nossa universidade”, afirmou a estudante, ao defender mais investimentos em vigilância e proteção para a comunidade acadêmica.

Já o coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFU, Arthur Luiz Ferreira, destacou que o problema vai além do caso isolado e reflete dificuldades estruturais enfrentadas pelo campus.

Segundo ele, a manifestação também expressa insatisfação com cortes orçamentários e problemas recorrentes de infraestrutura. “Isso tudo que está ocorrendo agora foi motivado pela tentativa de estupro, mas também pelo transbordamento de várias reivindicações dos estudantes”, disse.

Em nota, a reitoria da UFU manifestou solidariedade à estudante e repudiou qualquer forma de violência. A instituição afirmou ainda que acompanha o caso e presta suporte à vítima.

“A UFU manifesta solidariedade à estudante, repudia veementemente qualquer forma de violência e reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente seguro, acolhedor e respeitoso para toda a comunidade universitária”, declarou.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que instaurou investigação para apurar o caso. Além da tentativa de violência sexual, também são apurados possíveis crimes como dano ao patrimônio público e constrangimento ilegal.

MP investiga uso de recursos da saúde em comunidades terapêuticas em Minas

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou uma “notícia de fato” para apurar possíveis irregularidades na destinação de recursos do Fundo Estadual de Saúde (FES) para comunidades terapêuticas em Minas Gerais. A investigação preliminar foi aberta após questionamentos sobre o uso de verbas da saúde no custeio dessas entidades, que não integram a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o órgão, a medida busca reunir informações para verificar se houve desvio ou uso indevido dos recursos. A iniciativa ocorre em meio a divergências entre o Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais e o governo estadual, onde enquanto conselheiros apontam irregularidades, a administração nega qualquer problema na aplicação dos valores.

As denúncias foram formalizadas pelo Conselho Estadual de Saúde, que encaminhou um documento ao Ministério Público e à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Entre os pontos levantados está o repasse de R$ 9,1 milhões da pasta para a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp). Desse total, R$ 4,68 milhões foram destinados, segundo o governo, ao financiamento de 813 leitos em comunidades terapêuticas.

Para o Conselho, o direcionamento contraria normas vigentes e deveria ser revisto. Os conselheiros defendem que os recursos retornem à saúde e sejam aplicados em unidades de acolhimento do SUS, que recebem pacientes encaminhados por serviços como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e oferecem suporte temporário.

Atualmente, Minas Gerais conta com 14 unidades de acolhimento, que somam cerca de 170 vagas, número significativamente inferior à quantidade de leitos financiados em comunidades terapêuticas. Para especialistas e integrantes de movimentos da área, essa disparidade compromete a estrutura da rede pública de saúde mental.

Foto: Canal Janela Aberta

“A rede é perfeita. Não funciona quando tiram recursos dela e precarizam o serviço”, afirmou Leida Maria de Oliveira Uematu, do Fórum Mineiro de Saúde Mental, ao criticar o modelo de financiamento.

Em nota, a SES-MG afirmou que os valores repassados à área de segurança pública não entram no cálculo do mínimo constitucional aplicado diretamente pela pasta da saúde. Já a Sejusp informou que realiza acompanhamento técnico das comunidades terapêuticas, com visitas regulares para fiscalização das atividades.

A discussão também envolve o uso de procedimentos como a eletroconvulsoterapia, aplicada em casos específicos de transtornos mentais. O tema voltou ao debate após o Conselho Estadual de Saúde solicitar fiscalização sobre a prática no Instituto Raul Soares, vinculado à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

De acordo com o psiquiatra Deivisson Santos, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), embora o procedimento seja utilizado em ambiente controlado e com anestesia, pode causar efeitos colaterais, como lapsos de memória, sendo recomendado apenas quando outras alternativas não apresentam resultados.

O Conselho aponta ainda falta de mecanismos de regulação e transparência sobre o uso da técnica. Dados indicam que, apenas no primeiro semestre do ano passado, foram realizadas cerca de 600 sessões no Instituto Raul Soares.

Em resposta, a Fhemig afirmou que adota uma técnica moderna, segura e reconhecida por organismos nacionais e internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde e o Conselho Federal de Medicina.

Alcolumbre ignora pressão de PT e PL e barra instalação de CPMI sobre Vorcaro e fraudes do Master

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), voltou a impedir a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master e seu sócio-fundador, Daniel Vorcaro. A decisão foi mantida durante sessão conjunta realizada nesta quinta-feira, 21 de maio, mesmo diante da pressão de parlamentares de diferentes espectros políticos.

A criação de uma CPMI, conforme o regimento interno do Congresso, torna-se obrigatória após o alcance do número mínimo de assinaturas, 171 deputados e 27 senadores. No entanto, a instalação formal depende da leitura do requerimento pelo presidente do Congresso, etapa que não foi cumprida por Alcolumbre, repetindo postura já adotada na sessão de 30 de abril.

Durante a sessão, parlamentares de partidos que vão do PT ao PL apresentaram questões de ordem cobrando a leitura do requerimento e a imediata instalação da comissão. Ainda assim, Alcolumbre rejeitou os pedidos e sustentou que a decisão cabe exclusivamente à presidência. “O momento da leitura é ato discricionário”, afirmou, ao justificar que a pauta da sessão, voltada à análise de vetos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), deveria ter prioridade.

O senador também apelou à sensibilidade dos congressistas, argumentando que os vetos em discussão impactam diretamente os municípios. “Milhares de prefeitos estão precisando desse gesto do Congresso”, declarou.

Foto: Canal Janela Aberta

A posição, no entanto, foi contestada por deputados e senadores, que apontam descumprimento das regras regimentais. Dois requerimentos de criação da CPMI já superaram o número mínimo de assinaturas. Um deles, apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), reúne 239 assinaturas de deputados e 42 de senadores. Outro, protocolado pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-SP) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS), conta com o apoio de 181 deputados e 35 senadores.

Nos bastidores, a resistência à CPMI também é associada a articulações políticas recentes. Na sessão de abril, havia um acordo entre Alcolumbre e setores da oposição, que envolvia a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), além da derrubada de veto presidencial relacionado à dosimetria penal. Em contrapartida, teria sido solicitado o adiamento das discussões sobre a comissão.

O cenário mudou após a divulgação de reportagens apontando uma suposta relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro. A revelação reacendeu a pressão, inclusive por parte da própria oposição, que passou a defender a instalação da CPMI como forma de esclarecimento dos fatos.

Durante a sessão desta quinta-feira, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou duramente a postura do presidente do Congresso. “Vossa excelência não vai conseguir ficar sentado em cima da CPMI”, afirmou. Segundo ele, acordos políticos anteriores teriam perdido sustentação diante dos novos desdobramentos do caso.

Diante do impasse, parlamentares da oposição apostam agora em uma solução judicial. Um mandado de segurança foi protocolado no Supremo Tribunal Federal com o objetivo de obrigar a instalação da comissão. A estratégia se baseia em precedente de 2021, quando o STF determinou a abertura da CPI da Covid após ação movida pelos senadores Alessandro Vieira e Jorge Kajuru.

Com a decisão de Alcolumbre, o impasse em torno da CPMI do Banco Master permanece sem solução imediata e amplia a tensão entre governo, oposição e o comando do Congresso Nacional.

Caso UFU | suspeito preso na UFU de Ituiutaba por atacar aluna de 20 anos tem passagem por tráfico e confessa uso de drogas à PMMG

O caso de tentativa de violência sexual registrado nas dependências do campus da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Ituiutaba, teve uma nova atualização com base no fechamento do boletim de ocorrência e em informações apuradas pela equipe de jornalismo do Canal Janela Aberta.

O homem de 39 anos, identificado pelas iniciais C.J.da.S., usuário de drogas e com antecedente criminal por tráfico de entorpecentes, foi preso em flagrante na noite de 21 de maio, após ser contido dentro de uma sala de aula por estudantes e pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), durante a ocorrência que mobilizou também a Polícia Civil.

De acordo com a apuração da equipe do Canal Janela Aberta, a vítima, do sexo feminino, de 20 anos de idade, caminhava por um corredor próximo à sala de matemática quando foi surpreendida pelo suspeito, que a agarrou pelos braços e tentou arrastá-la para o interior da sala B-118.  Em desespero, a estudante passou a gritar por socorro, sendo ouvida por outros alunos, que intervieram imediatamente e impediram que ela fosse levada para dentro do recinto.

Após a ação frustrada, o suspeito se trancou na sala de aula, utilizando cadeiras como barricada. Durante a chegada das equipes policiais, permaneceu em silêncio e não obedeceu às ordens verbais, sendo necessária intervenção para acesso ao local.

Ainda durante a ocorrência, o homem tentou abrir uma janela e se lançar do prédio, mas foi contido pelos policiais. No interior da sala, ele também causou danos à estrutura da porta e à instalação elétrica.

No depoimento inicial, o suspeito declarou ser usuário de drogas e afirmou que teria entrado na universidade com o objetivo de pedir dinheiro para comprar entorpecentes. Ele também possui antecedente criminal por tráfico de drogas, conforme verificação no sistema informatizado da Polícia.

A vítima sofreu lesões leves nos braços e no joelho e foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento Municipal de Ituiutaba (UPAMI), onde recebeu atendimento médico.

O homem chegou ao local conduzindo uma motocicleta registrada em seu nome, que foi removida para um pátio credenciado.

Diante disso, o suspeito segue preso em flagrante e à disposição da Justiça na Delegacia de Polícia Civil de Ituiutaba.

Posto Trevão encerra atividades após mais de 70 anos e mudança no traçado da BR-365 e BR-153 reduz fluxo na região

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O tradicional Autoposto Trevão, localizado em Monte Alegre de Minas, encerrou suas atividades após mais de 70 anos de funcionamento em um dos pontos mais estratégicos do sistema rodoviário do Brasil Central. O empreendimento ficava situado exatamente no antigo entroncamento que conectava e concentrava o fluxo das rodovias BR-365 e BR-153, região marcada historicamente pelo intenso movimento de veículos de passeio, ônibus e caminhões.

Com a conclusão da obra de modernização do trecho e a implantação de um viaduto no entroncamento, o sistema de acesso à região foi completamente alterado. Foram criados desvios e mudanças no tráfego que impactaram diretamente o fluxo que antes passava em frente ao estabelecimento. Com isso, quem seguia de Itumbiara (GO) em direção ao Trevão, no sentido Prata, passou a utilizar rotas alternativas, sem mais acesso direto ao posto.

Da mesma forma, motoristas que saíam de Ituiutaba (MG) com destino a Uberlândia também deixaram de passar em frente ao local após a reestruturação viária. A nova configuração passou a permitir passagem praticamente apenas para quem vinha de Uberlândia (MG) e da região de Prata em direção ao estado de Goiás, reduzindo drasticamente a circulação no ponto onde o posto estava instalado.

Essa mudança no traçado viário deixou o Autoposto Trevão praticamente fora do fluxo principal da rodovia. Em décadas anteriores, o local era parada obrigatória para motoristas, ônibus e viajantes, funcionando como um importante ponto de apoio na estrada. Após as alterações, passageiros de ônibus passaram a ser desembarcados às margens da rodovia, em condições que geravam transtornos e risco de acidentes, já que muitos precisavam atravessar a pista com bagagens para acessar o estabelecimento.

Com a redução do movimento e o novo desenho das rodovias, o impacto foi imediato. O faturamento caiu cerca de 99%, inviabilizando a continuidade das atividades. Em seu auge, o estabelecimento comercial chegou a empregar mais de 100 funcionários diretos e se consolidou como um dos principais pontos de parada do Triângulo Mineiro. O mesmo ficava localizado a aproximadamente 48 quilômetros e 500 metros de Ituiutaba.