O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) reafirmou, na noite desta quarta-feira, 29 de julho, que pretende disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Durante um pronunciamento em Divinópolis, na região Centro-Oeste do Estado, ele também apresentou o ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, como pré-candidato a vice-governador.
A manifestação ocorreu poucas horas depois de o Republicanos de Minas Gerais divulgar uma nota que colocou em dúvida a candidatura do senador. Segundo Cleitinho, porém, o lançamento da chapa estava previsto para 5 de agosto e já havia sido acordado dentro do partido.
“Se o povo me quiser, eu estou preparado. Quem vai fazer campanha para mim é o povo”, declarou.
O senador afirmou que cumpriu os prazos que havia estabelecido com a legenda e atribuiu a demora na confirmação de sua candidatura a uma questão familiar. Segundo ele, o falecimento do irmão interferiu em sua participação na convenção partidária.
“É um problema que nossa família enfrenta há 18 anos; não foi ontem que começou. Eu avisei isso ao presidente e expliquei a razão de não ter ido à convenção e peço desculpas se isso provocou problemas ao partido”, afirmou.
Durante a coletiva, Cleitinho também comentou a possibilidade de o presidente do Republicanos em Minas, deputado federal Euclydes Pettersen, ter sofrido pressão da direção nacional para rever os planos eleitorais. O senador disse não ter informações suficientes para confirmar a hipótese.
“Não posso falar isso. Não sei o que aconteceu de ontem para hoje”, respondeu.

Ele afirmou, no entanto, que pretende conversar com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, para esclarecer o impasse. A expectativa é que o encontro ocorra nos próximos dias.
“Queremos sentar com o Marcos Pereira para conversar. Eu, o (Luís Eduardo) Falcão, o Marcos Pereira, são pessoas adultas, que querem o governo de Minas Gerais. Tenho certeza que eles (da executiva nacional) vão entender isso e vão me dar a chance de ser candidato a governador”, disse Cleitinho.
O senador também criticou o que classificou como “conversa fiada” durante o período pré-eleitoral. Ao responder a questionamentos sobre uma possível insegurança em relação à disputa, afirmou:
“Tem gente que fala: ‘Cleitinho está com medo de vir candidato porque, se ele ganhar, o que ele prometer, ele não vai cumprir’. Não sou vocês, seus canalhas, vocês que prometem e não cumprem”, afirmou na coletiva à imprensa.
A confirmação definitiva da candidatura ainda depende das decisões internas do Republicanos e das articulações entre Cleitinho, a direção estadual e a executiva nacional da legenda.





























































