A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que investigou crimes sexuais cometidos por um homem de 67 anos contra a própria neta, de 14 anos, no município de Sabará (MG), região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Além do suspeito, a avó materna da vítima, de 65 anos, também foi indiciada por estupro de vulnerável devido à omissão diante dos abusos.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, as investigações apontaram que a avó tinha conhecimento da conduta do marido e negligenciou o dever legal de proteção. “Ela chegava a culpar as vítimas pelos abusos ocorridos dentro de sua própria residência”, afirmou a autoridade policial.
As investigações, coordenadas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), começaram em 2024, após a mãe da adolescente encontrar mensagens de cunho sexual no celular do investigado. A perícia técnica confirmou a veracidade do conteúdo.
Em depoimento acompanhado pelo Conselho Tutelar, a vítima detalhou que os abusos começaram quando ela tinha 12 anos. O suspeito utilizava sua posição de provedor para cooptar a adolescente com presentes e dinheiro, além de realizar chantagem emocional. Segundo a avaliação psicológica, a menina aceitava as investidas por acreditar que estaria protegendo seus irmãos menores e garantindo o sustento da casa.

Além do caso atual, o homem admitiu à polícia a autoria de “crimes pretéritos”. O inquérito reuniu depoimentos de sete pessoas, incluindo duas filhas e uma sobrinha do suspeito, que relataram ter sofrido abusos na infância e adolescência. Durante as oitivas, uma das filhas do investigado também relatou abusos e afirmou que havia denunciado o caso à mãe, esposa do homem. No entanto, além de não acreditar em seu relato, a mulher ainda a expulsou de casa.
O investigado já possui histórico judicial por crimes semelhantes. Em 2016, foi denunciado por abusar de uma vizinha de 12 anos, crime pelo qual foi indiciado em 2018. Ele chegou a cumprir prisão preventiva entre 2019 e 2020, utilizando tornozeleira eletrônica até o ano de 2025.
Em relação às novas acusações envolvendo a neta e a sobrinha, o suspeito negou os fatos em seu depoimento.
A prisão preventiva do idoso foi requerida pela PCMG e cumprida pela Polícia Militar no dia 26 de fevereiro deste ano, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O inquérito policial já foi relatado e encaminhado à Justiça para as providências cabíveis.






























































