Uma megaoperação das forças de segurança de Minas Gerais, considerada pelo governo estadual como a maior já realizada no estado, resultou na prisão de 38 pessoas e na apreensão de quatro adolescentes nesta segunda-feira, 1º de junho. A ação, batizada de “Cerco Fechado”, ocorreu simultaneamente em 26 territórios distribuídos por seis municípios: Belo Horizonte (MG), Juiz de Fora (MG), Uberaba (MG), Uberlândia (MG), Manhuaçu (MG) e Teófilo Otoni (MG).
De acordo com o governo, foram cumpridas 73 ordens judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão, sendo 46 na capital e 27 no interior. Durante a operação, também foram apreendidas nove armas de fogo e cerca de R$ 27 mil em dinheiro.
Os detalhes foram apresentados pelo governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), que destacou que a ofensiva tem como principal objetivo enfraquecer a atuação de facções criminosas e retomar o controle de áreas consideradas estratégicas.
Segundo o chefe do Executivo, a estratégia adotada prioriza o sufocamento das atividades financeiras das organizações criminosas, com foco na inviabilização de suas operações dentro do estado.

“Não estamos indo para um enfrentamento armado, mas para impedir que essas organizações continuem atuando economicamente em Minas Gerais”, afirmou.
A operação mobiliza cerca de 2.900 agentes das forças de segurança. Além disso, aproximadamente 3.000 novos soldados recém-formados permanecem à disposição da ação e só serão deslocados para suas unidades de origem após a conclusão dos trabalhos.
A Polícia Militar deverá manter presença contínua nos territórios alvo da operação, com o objetivo de garantir a segurança da população e consolidar a ocupação das áreas.
A ação conta com o apoio da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A PF atuará na localização de foragidos, inclusive fora do estado e do país, além de participar de operações especiais contra organizações criminosas. Já a PRF reforçará a fiscalização em rodovias estratégicas, com foco na interceptação de criminosos, armas e drogas.
De acordo com as autoridades, a operação segue em andamento e novas fases não estão descartadas. O governo estadual afirma que a ofensiva continuará até que haja a redução significativa da presença do crime organizado nas regiões mapeadas.






























































