A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nas primeiras horas desta quarta-feira, 6 de maio, uma operação para desarticular um esquema criminoso ligado ao chamado “Jogo do Tigrinho”, envolvendo influenciadores digitais suspeitos de aplicar golpes por meio de plataformas de apostas manipuladas.
A ação foi realizada de forma simultânea em sete estados, sendo o Distrito Federal, Goiás, São Paulo, Maranhão, Paraíba, Rio de Janeiro e Bahia. A operação resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 11 milhões em bens e valores atribuídos ao grupo investigado.
De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam contas de demonstração para simular ganhos elevados e irreais, com o objetivo de atrair seguidores. Os links divulgados nas redes sociais direcionavam as vítimas para plataformas com algoritmos programados para gerar prejuízos, enquanto parte das perdas retornava aos influenciadores na forma de comissão.
Entre os principais investigados estão Roberth Lucas, de 24 anos, e Eduarda Cavalcante, de 21, apontados como responsáveis por promover o esquema nas redes sociais. As apurações tiveram início em julho de 2024, após diligências realizadas na residência do casal, em Brazlândia, no Distrito Federal.
Segundo a Polícia Civil, o grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de funções entre líderes, operadores técnicos e divulgadores. Para ocultar a movimentação financeira, a organização utilizava servidores proxy e contas bancárias vinculadas a terceiros.
Ainda conforme a investigação, os envolvidos ostentavam um padrão de vida elevado nas redes sociais, com registros de compras de alto valor, viagens e estadias em locais de luxo, incompatíveis com as atividades profissionais declaradas.
Ao todo, nove pessoas são investigadas e poderão responder por crimes como estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça determinou o bloqueio de bens com o objetivo de interromper as atividades do grupo e viabilizar eventual ressarcimento às vítimas.
Em manifestação nas redes sociais, Roberth Lucas negou as acusações e afirmou estar sendo alvo de perseguição. “Estão tentando me empurrar como um líder de quadrilha organizada”, declarou.
As investigações seguem em andamento, e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades conforme o avanço do caso.






























































