A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por intermédio da 1ª Delegacia de Investigações Gerais de Ribeirão Preto, deflagrou nas primeiras horas desta segunda-feira, 2 de março, a Operação Sangria para combater o furto clandestino de combustíveis. A ação estratégica teve como foco principal a desarticulação de uma organização criminosa estruturada que atuava mediante a violação de dutos da empresa Transpetro S/A nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Em Minas Gerais, as cidades de Ituiutaba, Uberlândia e Pouso Alegre fazem parte da operação. Em Uberlândia estão sendo cumpridos mandados. Segundo o balanço das investigações, o grupo possuía uma divisão organizada de tarefas e foi responsável por um prejuízo acumulado superior a R$ 5 milhões, valor que engloba não apenas o produto subtraído, mas também danos severos à infraestrutura dutoviária, riscos ambientais e impactos operacionais à companhia vítima.
As diligências ocorreram de forma simultânea e coordenada em diversos municípios paulistas, incluindo Campinas, Paulínia, Leme, Artur Nogueira, Conchal, Ribeirão Preto e Jardinópolis, contando ainda com apoio operacional nos estados de Minas Gerais e Tocantins. Ao todo, o Poder Judiciário expediu nove mandados de prisão temporária e treze de busca e apreensão domiciliar, além de autorizar a quebra dos sigilos bancário, telefônico e telemático dos envolvidos. Até o momento, as autoridades confirmaram o cumprimento de sete prisões, enquanto dois investigados permanecem foragidos. Entre os detidos está um empresário do setor de combustíveis preso na cidade de Campinas, o que reforça os indícios de que o material furtado era reinserido na cadeia econômica formal por meio de distribuidoras coniventes com o esquema ilícito.
Durante o cumprimento das buscas, as equipes policiais apreenderam mais de uma dezena de aparelhos celulares e diversos equipamentos informáticos nas residências e sedes das empresas investigadas. Todo o material coletado será submetido à análise pericial especializada para aprofundar o conhecimento sobre a hierarquia da estrutura criminosa e identificar outros possíveis integrantes da rede de escoamento. O nome da operação faz alusão ao método utilizado pelos criminosos para extrair o combustível diretamente da tubulação sob pressão, evidenciando a complexidade e a periculosidade da atividade que agora segue sob custódia da polícia judiciária para o fechamento do inquérito e posterior oferecimento de denúncia pelo Ministério Público.






























































