A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, 12 de maio, a Operação Rota Paralela, com o objetivo de aprofundar investigações sobre um esquema de promoção de migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos por meio de rotas clandestinas que passam pelo México.
As apurações tiveram início a partir de análises conduzidas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG), na região de Governador Valadares. Inicialmente voltadas a crimes violentos e furtos de gado, as investigações identificaram indícios da atuação de um grupo envolvido na organização de viagens ilegais ao exterior.
Segundo a Polícia Federal, os investigados atuavam em diferentes etapas do esquema, incluindo o aliciamento de interessados, organização logística, intermediação financeira e viabilização da travessia irregular. Os serviços eram oferecidos mediante pagamento de valores elevados, com a promessa de facilitar a entrada clandestina nos Estados Unidos.

Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em municípios mineiros, três em Contagem (MG) e um em Água Boa (MG). Além disso, a Justiça Federal autorizou o sequestro de bens e valores dos investigados, limitado a R$ 6,8 milhões, como forma de garantir eventual ressarcimento e evitar a ocultação de patrimônio possivelmente ligado às atividades criminosas.
Os alvos da operação poderão responder pelo crime de promoção de migração ilegal, entre outras infrações que possam ser confirmadas ao longo das investigações.
O nome “Rota Paralela” faz referência ao uso de caminhos clandestinos e estruturas informais criadas para viabilizar a saída irregular de brasileiros do país, à margem dos processos migratórios legais.






























































