A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou, nesta terça-feira, 17 de fevereiro, que o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro encontra-se estabilizado. Na segunda-feira, 16 de fevereiro, Bolsonaro apresentou tontura e um pico de pressão arterial enquanto realizava uma caminhada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, local conhecido como “Papudinha”, onde cumpre prisão desde o ano passado.
Segundo Michelle, o ex-presidente recebeu atendimento do médico plantonista da unidade, conseguiu se alimentar e retomou as sessões de fisioterapia ainda na segunda-feira. O vereador Carlos Bolsonaro também confirmou o ocorrido em suas redes sociais, ressaltando que o pai segue sob monitoramento.
O incidente ocorre no momento em que a defesa de Bolsonaro insiste, junto ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no pedido de concessão de prisão domiciliar em caráter humanitário. Um laudo assinado pelo cirurgião-geral Claudio Birolini aponta que o histórico clínico do ex-presidente o coloca sob risco de “descompensação súbita” e eventos fatais.
O documento médico sustenta que a custódia carcerária eleva as chances de crises hipertensivas, pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, arritmias e até morte súbita. Segundo o especialista, o regime domiciliar permitiria maior estabilidade psicológica e melhor adesão ao tratamento terapêutico.
Detido desde novembro de 2024, Bolsonaro esteve inicialmente na sede da Polícia Federal em Brasília, onde já havia apresentado episódios de mal-estar e quedas. A transferência para o 19º Batalhão ocorreu por decisão de Alexandre de Moraes, sob o entendimento de que a unidade militar oferecia estrutura mais adequada.
Desde o atentado sofrido em 2018, o ex-presidente passou por diversas cirurgias e mantém acompanhamento contínuo. No final de 2025, ele foi submetido a uma nova intervenção cirúrgica para o tratamento de soluços persistentes.





























































