O senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta segunda-feira, 9 de março, que aderiu ao requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado destinada a investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A proposta da comissão ganhou força após o senador Alessandro Vieira (MDB) anunciar que conseguiu o número mínimo de assinaturas necessário para protocolar o pedido de abertura da investigação. O objetivo da CPI é apurar possíveis conexões pessoais e financeiras entre os magistrados e o Banco Master, instituição que é alvo de suspeitas de envolvimento em fraudes bilionárias.
Em publicação nas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende ampliar o alcance da investigação. Segundo ele, também serão solicitadas apurações envolvendo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo.
“Vou requerer a ampliação da investigação da CPI para incluir o ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central. O escândalo do Banco Master ocorreu debaixo do nariz deles”, escreveu o senador.
O anúncio ocorre em meio a novas revelações envolvendo o escritório de advocacia ligado à advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Em nota pública, o escritório informou que manteve relação profissional com o Banco Master, com a realização de 94 reuniões de trabalho e a elaboração de 36 pareceres jurídicos durante o período de contrato.
A divulgação das informações intensificou a articulação política no Senado em torno da CPI. Para Flávio Bolsonaro, a investigação deve ser ampla e avaliar possíveis responsabilidades tanto no Judiciário quanto em órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema financeiro.
O senador também destacou que já havia apoiado outros pedidos de investigação e de impeachment de ministros do STF e afirmou que continuará assinando iniciativas que busquem apurar eventuais irregularidades envolvendo autoridades públicas.
A eventual abertura da CPI ainda depende do trâmite regimental no Senado, após a apresentação formal do requerimento com o número necessário de assinaturas.






























































