O Irã intensificou nesta sexta-feira, 3 de março, sua ofensiva militar ao lançar novos ataques com mísseis contra Israel e países do Golfo, em meio à escalada de tensões na região. A ação ocorreu poucas horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar bombardear a infraestrutura civil iraniana.
De acordo com autoridades iranianas, a Guarda Revolucionária do Irã disparou mísseis de longo alcance em direção às cidades de Tel Aviv e Eilat, em território israelense. O Exército de Israel não detalhou oficialmente os alvos atingidos, mas veículos locais informaram danos a estruturas civis, incluindo uma estação de trem na capital.
A ofensiva também se estendeu a países do Golfo. No Kuwait, uma usina de energia elétrica e instalações de dessalinização foram atingidas após ataques com drones que provocaram incêndios em uma refinaria de petróleo. Apesar dos danos materiais, não houve registro de feridos.
Teerã negou envolvimento direto nos ataques ao Kuwait e acusou Israel de conduzir uma ação “não convencional e ilegítima”. Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que seus alvos prioritários são bases militares norte-americanas e centros de segurança israelenses na região, e alertou países do Oriente Médio sobre o que classificou como uma tentativa de desestabilização promovida por uma aliança entre Estados Unidos e Israel.

O conflito também atingiu outras áreas estratégicas. O governo iraniano assumiu a autoria de um ataque a um centro de dados da Amazon no Bahrein. Autoridades locais confirmaram um incêndio na instalação, enquanto monitores registraram interrupções na rede da empresa.
Nos Emirados Árabes Unidos, o Ministério da Defesa informou ter interceptado 19 mísseis balísticos e 26 drones lançados pelo Irã apenas na quinta-feira, 2 de março, evitando maiores danos.
A escalada ocorre após ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra uma ponte em construção próxima a Teerã. A ação, realizada na quinta-feira, 2 de março, foi seguida por declarações de Trump, que indicou a possibilidade de novos bombardeios contra alvos civis, como pontes e usinas elétricas iranianas.
A estratégia foi criticada pelo governo iraniano. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que ataques à infraestrutura civil não levarão o país a recuar. “Atacar infraestruturas civis, incluindo pontes ainda não concluídas, não levará os iranianos à rendição”, declarou em publicação nas redes sociais.
Com a intensificação dos confrontos e a ampliação do alcance dos ataques, cresce a preocupação internacional com uma possível escalada ainda maior do conflito no Oriente Médio, envolvendo múltiplos países e colocando em risco a estabilidade da região.





























































