O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom da crise com o Irã ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”, em publicação feita nesta terça-feira, 7 de abril, na rede Truth Social. A declaração ocorre horas antes do prazo final estipulado por Washington para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz.
Na mensagem, Trump afirmou não desejar o cenário, mas indicou que ele poderia se concretizar diante da recusa iraniana em atender às exigências norte-americanas. O presidente também criticou o regime iraniano, no poder há mais de quatro décadas, e sugeriu a possibilidade de mudanças políticas no país. Em pronunciamento anterior, na segunda-feira, 6 de abril, já havia declarado que o Irã poderia ser “eliminado em uma noite”.
Do lado iraniano, autoridades sinalizam resistência. O governo de Teerã convocou a população a formar correntes humanas para proteger infraestruturas estratégicas, como usinas de energia e pontes, consideradas potenciais alvos em caso de ataque. A mobilização foi divulgada pela televisão estatal e direcionada especialmente a jovens, estudantes e profissionais.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que milhões de cidadãos estariam dispostos a se sacrificar pelo país. Segundo ele, mais de 14 milhões de iranianos responderam a campanhas oficiais de mobilização, em um contexto de crescente tensão e preparação para um possível agravamento do conflito.
O impasse também se reflete nas negociações diplomáticas. Uma proposta de cessar-fogo intermediada pelo Paquistão foi rejeitada por ambos os lados. O plano previa a suspensão imediata das hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz, seguida de um período de negociação mais amplo. O Irã, no entanto, sinalizou preferência por um acordo definitivo, evitando uma trégua temporária que poderia abrir espaço para novos ataques.
O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, permanece no centro da crise. A manutenção do bloqueio e a troca de ameaças elevam o risco de impactos globais no abastecimento energético e aumentam a preocupação internacional com uma possível escalada militar de grandes proporções.
Na capital iraniana, Teerã, o clima é descrito como tenso, refletindo a incerteza sobre os desdobramentos nas próximas horas. A comunidade internacional acompanha o impasse, que pode marcar um dos momentos mais críticos recentes na geopolítica do Oriente Médio.





























































