A Polícia Federal concluiu nesta quinta-feira, 23 de abril, o inquérito sobre a morte de Luiz Phillipe Machado de Moraes Mourão, conhecido também como “Sicário” e apontado como integrante do núcleo de intimidação ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com a investigação, a causa da morte foi asfixia decorrente de uma tentativa de suicídio, seguida por morte encefálica.
O caso ocorreu no dia 6 de março deste ano, dentro de uma cela na superintendência da PF em Minas Gerais. Segundo a apuração, Mourão utilizou a própria camisa para atentar contra a vida. Ele chegou a ser socorrido com sinais vitais, mas morreu posteriormente no hospital.
Os resultados foram encaminhados ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao chamado “Caso Master”, que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e o INSS.
O material enviado ao STF reúne cinco laudos periciais e diversos anexos que, segundo fontes ouvidas pela reportagem, detalham a dinâmica da morte sem deixar dúvidas quanto à causa.
Entre os documentos estão os exames toxicológico e necroscópico realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML), que descartaram o uso de drogas ilícitas. Outros três laudos foram elaborados por peritos federais, incluindo análise das vestes utilizadas pela vítima, que também não indicaram presença de substâncias.
A investigação também avaliou o conteúdo de ligações telefônicas feitas após a prisão, bem como imagens do sistema de monitoramento da cela, com reconstituição minuciosa dos momentos que antecederam o ocorrido.
Uma equipe da Polícia Federal de Minas Gerais se deslocou a Brasília para apresentar pessoalmente os resultados ao ministro André Mendonça. Caberá ao magistrado decidir se as conclusões são suficientes ou se será necessária a reabertura do inquérito. Na sequência, o material será encaminhado ao Ministério Público Federal e à Procuradoria-Geral da República, que poderão analisar o caso e adotar eventuais medidas.
Luiz Phillipe Machado de Moraes Mourão era apontado como colaborador direto de Daniel Vorcaro e, segundo as investigações, atuava no monitoramento e obtenção de informações sobre pessoas consideradas adversárias do grupo. A Polícia Federal informou, em nota, que não pode comentar detalhes do inquérito devido ao sigilo judicial. A decisão sobre a eventual divulgação das informações caberá ao Supremo Tribunal Federal.
O caso segue sob análise das autoridades competentes.





























































