A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG), em ação conjunta com a Polícia Federal, deflagrou nesta terça-feira, 12 de maio, as operações “Rota Andina” e “Paper Stone”, com o objetivo de desarticular organizações criminosas envolvidas no tráfico internacional de drogas e em esquemas de lavagem de dinheiro. As ações ocorrem simultaneamente em Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Amazonas e Maranhão.
Ao todo, estão sendo cumpridos 22 mandados de prisão, 41 mandados de busca e apreensão e ordens judiciais relacionadas a veículos e bens dos investigados. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 98 milhões, incluindo o sequestro de patrimônio e a apreensão de veículos avaliados em cerca de R$ 6 milhões.
As operações mobilizam cerca de 200 policiais e concentram esforços em grupos criminosos com forte atuação nas cidades de Uberlândia (MG) e Ituiutaba (MG), no Triângulo Mineiro.
A operação “Rota Andina” é resultado do desdobramento de uma apreensão ocorrida em abril de 2025, quando cerca de 470 quilos de cocaína foram interceptados após serem transportados por aeronave no município de Santa Rita do Araguaia (GO). As investigações apontaram que a organização utilizava uma logística aérea sofisticada, com pistas clandestinas e comunicação via satélite para evitar fiscalizações.

Segundo a Polícia Federal, o grupo também empregava mecanismos complexos de lavagem de dinheiro, incluindo empresas de fachada, uso de “laranjas” e aquisição de bens de alto valor, como aeronaves e veículos de luxo, além da fragmentação de depósitos para ocultar a origem ilícita dos recursos.
Já a operação “Paper Stone” ocorre em cidades mineiras, com foco em Uberlândia (MG) e Ituiutaba (MG), e cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão. A ação é um desdobramento da operação “Anthill”, deflagrada em novembro de 2024, que identificou um esquema estruturado de tráfico interestadual de drogas aliado à lavagem de dinheiro.
Nesta nova fase, as investigações revelaram o uso de estratégias sofisticadas para ocultação de valores ilícitos, com a utilização de empresas fictícias e terceiros para dar aparência legal aos recursos provenientes das atividades criminosas.
A FICCO/MG é coordenada pela Polícia Federal e reúne forças de segurança estaduais e federais, incluindo as polícias Militar, Civil e Penal de Minas Gerais, além da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). As diligências seguem em andamento para localizar suspeitos e aprofundar as investigações.






























































