A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 18 de junho, a Operação “EGEIA VII”, com o objetivo de identificar e prender suspeitos envolvidos em crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes, praticados principalmente por meio da internet.
Durante a ação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na cidade de Capelinha (MG), em Minas Gerais. A ordem judicial foi expedida pela Justiça Federal com base em investigações realizadas no ambiente cibernético, que apontaram que o suspeito armazenava e compartilhava imagens e vídeos contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil.
No decorrer do cumprimento do mandado, o investigado foi preso em flagrante, uma vez que foram encontrados, em sua posse, materiais ilícitos com conteúdo de exploração sexual envolvendo menores. O homem não teve a idade divulgada.
De acordo com a Polícia Federal, o homem responderá pelos crimes de armazenamento e disponibilização de material contendo cenas de abuso sexual infantil, previstos nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). As infrações são consideradas hediondas pela legislação brasileira e, em caso de condenação, a pena pode ultrapassar dez anos de reclusão.

A corporação destacou a importância da participação da sociedade no combate a esse tipo de crime, incentivando denúncias de qualquer forma de violência contra crianças e adolescentes. Além disso, reforçou o papel dos pais e responsáveis na orientação e no monitoramento das atividades de jovens no ambiente virtual e também no cotidiano.
Segundo a Polícia Federal, medidas como o diálogo aberto sobre os riscos da internet, o acompanhamento do uso de redes sociais, jogos e aplicativos, além da atenção a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou excesso de sigilo, são fundamentais para prevenir situações de abuso.
A instituição também orienta que crianças e adolescentes sejam instruídos sobre como agir diante de abordagens inadequadas, ressaltando a importância de buscar ajuda sempre que necessário. Para a PF, a prevenção e a informação continuam sendo ferramentas essenciais para garantir a segurança e o bem-estar de menores.




























































