Minas Gerais está entre os estados brasileiros que acendem o sinal de alerta para o avanço da síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Dados divulgados nesta quinta-feira, 16 de julho, pelo Fiocruz apontam que, ao contrário da tendência nacional de queda, o estado registra crescimento nos casos da doença.
O cenário foi apresentado no mais recente boletim InfoGripe, que monitora a circulação de vírus respiratórios no país. Enquanto o Brasil apresenta redução nas ocorrências tanto no curto quanto no longo prazo, Minas aparece ao lado de outros estados do Centro-Sul onde os registros continuam em alta.
Entre os fatores que explicam o aumento está a circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por infecções que atingem principalmente crianças de até dois anos. Mesmo após o período sazonal mais crítico, o vírus segue em níveis elevados em algumas regiões, contribuindo para o aumento dos quadros graves.
Outro ponto de atenção é o comportamento da influenza. Os casos provocados pelo vírus influenza A permanecem elevados em estados como Minas Gerais, mesmo fora do pico tradicional. Já a influenza B também apresenta crescimento em parte do país, reforçando o alerta das autoridades de saúde.
Na capital Belo Horizonte (MG), o impacto já é percebido na rede pública. A Secretaria Municipal de Saúde informou que o atendimento a adultos opera em nível de alerta, seguindo protocolos de contingência. Somente até a metade de julho, cerca de 29 mil atendimentos por problemas respiratórios foram registrados no mês.
No acumulado de 2026, unidades de pronto atendimento e centros de saúde da cidade já somam aproximadamente 356 mil atendimentos relacionados a doenças respiratórias, evidenciando a pressão sobre o sistema.

O levantamento da Fiocruz mostra que os efeitos da SRAG continuam concentrados nos extremos de idade. A maior incidência ocorre entre crianças pequenas, especialmente devido ao vírus sincicial respiratório. Já a mortalidade é mais elevada entre idosos, com destaque para complicações associadas à influenza A.
Especialistas apontam que esse padrão reforça a necessidade de atenção redobrada com esses grupos, que apresentam maior risco de evolução para quadros graves. Diante do avanço dos casos, a recomendação das autoridades de saúde é reforçar medidas básicas de prevenção. Entre elas, estão a higiene frequente das mãos, o uso de etiqueta respiratória — como cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar —, o isolamento em caso de sintomas e o uso de máscaras quando necessário.
A vacinação também é apontada como uma das principais estratégias para reduzir complicações e internações, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
A síndrome respiratória aguda grave é caracterizada pelo comprometimento dos pulmões, causando dificuldade para respirar e podendo evoluir para pneumonia. Em casos mais severos, há necessidade de atendimento hospitalar e suporte médico intensivo.
Mesmo com a tendência de queda em nível nacional, o avanço da doença em Minas Gerais reforça o alerta para a importância da vigilância contínua e da adoção de medidas preventivas, especialmente em períodos de maior circulação de vírus respiratórios.




























































