O Banco Central do Brasil decidiu impor sigilo de oito anos aos documentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master. A informação foi obtida pela CNN Brasil por meio da Lei de Acesso à Informação. Segundo a autoridade monetária, os arquivos foram classificados como “secretos” e só deverão ser divulgados em novembro de 2033.
De acordo com o Banco Central, a decisão visa preservar a estabilidade financeira, econômica e monetária do país. O órgão argumenta que a divulgação imediata dos documentos poderia comprometer investigações em andamento, além de prejudicar atividades de inteligência e ações de fiscalização voltadas à prevenção de novas irregularidades no sistema financeiro.
A liquidação do Banco Master foi decretada em novembro de 2023, em meio à Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A operação investiga um esquema bilionário de fraudes envolvendo a emissão e comercialização de títulos de crédito falsos.

O dono da instituição, Daniel Vorcaro, está preso preventivamente por determinação da Supremo Tribunal Federal. Segundo o Banco Central, a intervenção no banco foi motivada por uma “grave crise de liquidez” e por “graves violações” ao sistema financeiro nacional, com comprometimento significativo da situação econômico-financeira da instituição.
Além das suspeitas sobre os títulos fraudulentos, a Polícia Federal também apura se influenciadores digitais teriam sido pagos para defender o Banco Master e atacar o Banco Central nas redes sociais.
O caso também chegou ao Tribunal de Contas da União, após representação do Ministério Público Federal que questiona possíveis falhas na supervisão exercida pelo Banco Central. O ministro Jhonatan de Jesus, relator do processo, chegou a determinar uma inspeção no órgão regulador.
Diante da repercussão, o procedimento foi suspenso e submetido ao plenário do TCU, que decidiu manter a suspensão da apuração.






























































