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Bombeiros e Defesa Civil alinham ações para prevenir incêndios florestais em Cachoeira Dourada e Capinópolis

Na manhã desta segunda-feira, 1º de junho, militares do Pelotão do Corpo de Bombeiros de Ituiutaba (MG) participaram de uma reunião estratégica no município de Cachoeira Dourada (MG) para discutir ações de prevenção e mitigação de incêndios florestais nos municípios de Cachoeira Dourada (MG) e Capinópolis (MG). O encontro teve como foco principal a preparação para o período de estiagem, quando aumentam significativamente os riscos de queimadas.

A iniciativa foi promovida pela Defesa Civil de Cachoeira Dourada, em parceria com o Corpo de Bombeiros, e reuniu representantes de diferentes instituições. Participaram da reunião integrantes das Secretarias Municipais de Governo, Meio Ambiente e Obras, além da Defesa Civil de Capinópolis, da Polícia Militar de Meio Ambiente e do Sindicato Rural de Capinópolis (MG).

Durante o encontro, foram debatidas estratégias voltadas à prevenção, ao controle de riscos e à resposta rápida em casos de incêndios. As equipes também realizaram o levantamento de áreas consideradas prioritárias nos municípios de Cachoeira Dourada e Capinópolis, que deverão receber ações direcionadas ao longo dos próximos meses.

Entre as medidas discutidas estão o fortalecimento da fiscalização, campanhas educativas junto à população e o planejamento de atuação integrada entre os órgãos envolvidos. A proposta é reduzir os impactos ambientais e sociais causados pelas queimadas, que tendem a se intensificar durante o período seco.

A atuação conjunta entre as instituições foi destacada como fundamental para garantir maior eficiência nas ações preventivas e no combate a possíveis focos de incêndio. A integração também reforça o compromisso dos órgãos públicos com a preservação ambiental e a segurança das comunidades locais.

Com a aproximação da estiagem, a expectativa é que as medidas planejadas contribuam para minimizar ocorrências e ampliar a capacidade de resposta diante de situações de risco na região.

Foto: CBMMG
Foto: CBMMG

Homem procurado por homicídio é preso pela PM em Capinópolis

Um homem com mandado de prisão em aberto foi preso pela Polícia Militar na última terça-feira, 2 de junho, no município de Capinópolis (MG), no Triângulo Mineiro. A ordem judicial havia sido expedida pela Comarca de Itumbiara, em Goiás.

De acordo com a PM, a prisão ocorreu após o recebimento de informações que indicavam a localização do suspeito na cidade. A partir disso, os militares iniciaram diligências e conseguiram localizar o indivíduo, efetuando a prisão sem intercorrências.

Segundo a corporação, o homem possui antecedentes pelo crime de homicídio. Após ser detido, ele foi encaminhado e permanece à disposição da autoridade judiciária para as providências legais.

A Polícia Militar reforça a importância da participação da comunidade no combate à criminalidade, destacando que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 190 ou 181.

Bancos não terão atendimento presencial no feriado de Corpus Christi

As agências bancárias de todo o país estarão fechadas nesta quinta-feira, 4 de junho, em razão do feriado de Corpus Christi, informou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O atendimento presencial será retomado normalmente na sexta-feira, 5 de junho, nas localidades onde não houver feriado estadual, municipal ou ponto facultativo.

De acordo com a entidade, a suspensão atinge exclusivamente o atendimento nas agências. Os serviços digitais e canais de autoatendimento seguem disponíveis, permitindo que os clientes realizem transações normalmente durante o feriado.

Entre os serviços afetados está a compensação bancária, que não será realizada no dia 4. Já o sistema de transferências instantâneas PIX continuará operando 24 horas por dia, inclusive durante o feriado.

A Febraban orienta que boletos de cobrança e contas de consumo com vencimento previsto para esta quinta-feira poderão ser pagos, sem acréscimo, no próximo dia útil, sexta-feira, 5 de maio, nas localidades onde não houver ponto facultativo. A entidade lembra ainda que o sábado não é considerado dia útil para fins de liquidação financeira.

No caso de tributos e impostos, a recomendação é que o pagamento seja antecipado quando o vencimento coincidir com dias sem compensação bancária, evitando a incidência de juros e multas.

A federação também destaca que boletos de clientes cadastrados como sacados eletrônicos podem ser pagos por meio do Débito Direto Autorizado (DDA), alternativa que dispensa a necessidade de emissão de documentos físicos.

Segundo a Febraban, algumas instituições podem manter salas de autoatendimento abertas, a depender de decisão própria, mas o funcionamento varia conforme a localidade e o banco.

A entidade reforça que, apesar da interrupção do atendimento presencial, os clientes continuam tendo acesso à maior parte dos serviços bancários por meio dos aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos.

EUA propõem sobretaxa de 12,5% a 60 países por falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil

Uma investigação conduzida pelo governo dos Estados Unidos concluiu que cerca de 60 países, entre eles o Brasil, falham em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propôs a aplicação de tarifas adicionais de até 12,5% sobre produtos dessas nações.

A decisão foi anunciada nesta terça-feira, 2 de junho, e se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelos Estados Unidos para responder a práticas consideradas desleais no comércio internacional. A mesma base legal já havia sido usada anteriormente para embasar a proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

De acordo com o relatório, a falta de medidas eficazes contra a entrada de bens produzidos com trabalho forçado cria uma concorrência considerada “irracional” e prejudicial aos trabalhadores e empresas norte-americanas.

O governo dos EUA definiu dois níveis de sobretaxação. Países que possuem restrições parciais ou acordos formais de combate à prática poderão ser alvo de tarifa adicional de 10%. Já as nações que, segundo a investigação, não contam com mecanismos eficazes de controle, grupo que inclui Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina e Arábia Saudita, poderão sofrer uma taxação de 12,5%.

Em relação ao Brasil, o relatório afirma que, embora o país assuma compromissos internacionais de combate ao trabalho escravo, ainda não possui uma legislação efetiva que impeça, na prática, a importação de mercadorias produzidas nessas condições.

O documento menciona a existência da chamada “Lista Suja” do trabalho escravo no país, mas ressalta que o foco da investigação está na ausência de barreiras à entrada de produtos estrangeiros feitos com uso de mão de obra forçada.

“O fracasso de parceiros comerciais em lidar com a importação de bens produzidos com trabalho forçado é inaceitável”, afirmou o embaixador Jamieson Greer. “Isso coloca os trabalhadores americanos em desvantagem e não será mais tolerado.”

O relatório também apresenta estudos de caso, destacando riscos de trabalho forçado em cadeias produtivas específicas, como a produção de arroz em Mianmar e de tabaco no Maláui. Além disso, cita países europeus como destinos de exportações que competem diretamente com produtos norte-americanos.

A proposta de tarifas ainda passará por consulta pública antes de sua eventual implementação. O governo dos Estados Unidos receberá contribuições por escrito até o dia 6 de julho de 2026 e realizará audiências públicas no dia 7 para discutir as medidas.

Segundo o Itamaraty, caso sejam adotadas, as novas tarifas poderão ser aplicadas de forma cumulativa, o que pode ampliar o impacto sobre as exportações brasileiras.

A investigação conclui que a circulação global de produtos fabricados com trabalho forçado não apenas prejudica empresas que seguem padrões legais, mas também contribui para a perpetuação dessa prática ao permitir a comercialização de bens a custos artificialmente reduzidos.

Senado aprova projeto que dificulta aborto legal em crianças

O plenário do Senado Federal aprovou nesta terça-feira, 2 de junho, um projeto de decreto legislativo (PDL) que suspende os efeitos de uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que tratava do acesso de crianças e adolescentes ao aborto legal no Brasil.

A votação ocorreu de forma simbólica, quando não há registro individual de votos, e durou apenas 1 minuto e 42 segundos, incluindo a análise do requerimento de urgência e do mérito da proposta. Mais cedo, o texto já havia sido aprovado pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Casa.

Como o projeto já havia passado pela Câmara dos Deputados em novembro de 2025, a medida segue agora para promulgação pelo Congresso Nacional e não depende de sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por se tratar de um decreto legislativo.

A resolução do Conanda, publicada em dezembro de 2024 e em vigor desde janeiro de 2025, estabelecia diretrizes para garantir o acesso de crianças e adolescentes ao aborto legal, previsto na legislação brasileira em casos como gravidez resultante de estupro, risco de vida para a gestante e anencefalia do feto.

O texto destacava que a gestação em menores representa risco à saúde física, psicológica e social, podendo resultar em agravamento de doenças, incapacidade e até morte. Também previa o direito à informação e à autonomia da criança ou adolescente vítima de violência sexual para decidir sobre a interrupção da gestação de forma segura.

Entre os pontos da norma, estava a possibilidade de realização do procedimento mesmo sem o consentimento dos pais ou responsáveis legais, desde que a ausência deles fosse considerada necessária para preservar a integridade física ou emocional da vítima e que o menor tivesse capacidade de decisão.

A resolução também determinava que profissionais de saúde deveriam fornecer informações claras sobre o procedimento, além de garantir acompanhamento por integrantes do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente.

O relatório favorável à suspensão da norma foi apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que argumentou que a resolução extrapolava limites ao relativizar a participação dos pais ou responsáveis em decisões envolvendo menores.

“Ao admitir hipóteses em que decisões relacionadas à interrupção da gestação possam ocorrer sem a participação ou ciência dos pais, a resolução relativiza prerrogativas legalmente asseguradas”, afirmou a parlamentar.

Por outro lado, a norma do Conanda ressaltava que o acesso à informação e aos serviços de saúde deveria ser garantido independentemente da presença dos responsáveis, especialmente em casos de violência, nos quais a comunicação poderia expor a vítima a novos riscos.

Ecovias Cerrado prevê 164 mil veículos nas BR-364 e 365 no feriado de Corpus Christi

A concessionária Ecovias Cerrado inicia, nesta quinta-feira, 4 de junho, a “Operação Feriado Corpus Christi” nas rodovias BR-364 e BR-365, com expectativa de fluxo de 164 mil veículos ao longo dos quatro dias de feriado prolongado. O volume estimado é 1,3% menor em relação ao mesmo período do ano passado.

A operação segue até domingo, 7 de junho, e contará com reforço na estrutura de atendimento ao usuário, incluindo monitoramento 24 horas, viaturas de inspeção, guinchos, equipes operacionais e suporte pré-hospitalar. A medida visa garantir mais segurança diante do aumento no fluxo de veículos, especialmente com a possibilidade de emenda do feriado.

De acordo com a concessionária, cerca de 65% do tráfego deve se concentrar nas regiões de Uberlândia (MG) e Monte Alegre de Minas (MG). Os períodos de maior movimentação estão previstos para a manhã e o fim da tarde de quinta-feira (4), na saída para o feriado, e ao longo do domingo (7), durante o retorno.

No sentido leste, de Goiás para Minas Gerais, os picos de fluxo devem ocorrer por volta das 9h e das 17h. Já no sentido oeste, de Minas para Goiás, a maior concentração de veículos é esperada entre 9h e 10h, além do período da tarde, por volta das 14h.

A Ecovias Cerrado também alerta para os principais tipos de ocorrências registrados no feriado anterior, como colisões laterais, atropelamento de animais, choques contra defensa metálica e capotamentos. Para reduzir riscos, a concessionária reforça a importância de comportamentos seguros por parte dos motoristas.

Entre as recomendações estão evitar o uso de celular ao volante, respeitar os limites de velocidade e não dirigir sob efeito de álcool. A empresa destaca que a distração ao volante reduz o tempo de reação e aumenta significativamente o risco de acidentes.

Outro ponto de atenção é a presença de animais na pista. Nesses casos, a orientação é reduzir a velocidade de forma gradual, evitar manobras bruscas e acionar a concessionária pelo telefone 0800 0364 365. Paradas na pista ou no acostamento devem ser evitadas, exceto em situações de emergência devidamente sinalizadas.

Com o início do período de queimadas, a concessionária também orienta os motoristas a redobrarem os cuidados em caso de fumaça na pista, mantendo distância segura do veículo à frente, utilizando faróis baixos e evitando atravessar áreas com baixa visibilidade.

Além disso, a Ecovias Cerrado reforça a importância de não descartar materiais inflamáveis às margens das rodovias, prática que pode provocar incêndios e colocar em risco a segurança dos usuários.

Durante a operação, serão respeitadas as restrições estabelecidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), especialmente para veículos de carga com dimensões excedentes. As limitações de tráfego estão previstas para os dias 3, 4 e 7 de junho, em horários específicos, conforme regulamentação vigente.

Intervenções nas rodovias que exigem interdição de pista também terão horários controlados. Nos dias 3, 4 e 7, as obras deverão ser finalizadas até as 16h, sendo que, no dia 4, os serviços com impacto no tráfego só poderão começar após as 12h. Já nos dias 5 e 6, não há restrições específicas.

A concessionária reforça que o planejamento da viagem e o respeito às normas de trânsito são fundamentais para garantir um deslocamento seguro durante o feriado prolongado.

PM Rodoviária inicia Operação Corpus Christi com reforço nas estradas de Minas

A Polícia Militar Rodoviária (PMRv), por meio da Polícia Militar Rodoviária, dará início nesta quinta-feira, 4 de junho, à “Operação Corpus Christi 2026”, que seguirá até domingo, 7 de junho, com atuação ininterrupta nas rodovias estaduais e federais delegadas em todo o território mineiro.

A iniciativa será realizada em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e outros órgãos, reforçando a fiscalização durante o feriado prolongado, período marcado pelo aumento significativo do fluxo de veículos e pessoas nas estradas.

De acordo com a corporação, mais de 1.000 policiais militares serão mobilizados e distribuídos em mais de 200 pontos estratégicos em Minas Gerais. As ações terão como foco principal a prevenção de acidentes e o combate a infrações de trânsito, com atenção especial à condução sob efeito de álcool e ao enfrentamento ao uso e tráfico de drogas.

Durante a operação, serão utilizadas diversas tecnologias de monitoramento e fiscalização, como etilômetros (bafômetros), radares e drones, além da intensificação de abordagens sistemáticas em locais considerados críticos.

Também estão previstas blitz educativas com orientações aos motoristas, com o objetivo de conscientizar sobre práticas seguras no trânsito. A PM reforça que a combinação de fiscalização rigorosa e ações preventivas é fundamental para reduzir acidentes e preservar vidas nas rodovias durante o período festivo.

A recomendação das autoridades é que os condutores redobrem a atenção, respeitem as leis de trânsito e evitem comportamentos de risco, contribuindo para um feriado mais seguro nas estradas mineiras.

Anvisa determina recolhimento de lote da água mineral Crystal sem gás após contaminação bacteriana

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento voluntário de um lote de água mineral da marca Crystal após a identificação de contaminação por bactéria. A medida foi oficializada nesta quarta-feira (3), por meio da Resolução nº 2.247/2026.

O lote afetado — LZ1 VAL200127 3 P 200126 — corresponde à água mineral natural sem gás produzida pela Mineração Bom Jesus Ltda, com sede em Luziânia (GO). Ao todo, 374,4 mil garrafas de 500 ml foram distribuídas no Distrito Federal, em municípios de Goiás, Tocantins e no interior de São Paulo.

De acordo com a empresa, o recolhimento foi iniciado após um laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) apontar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostra do produto. A coleta foi realizada durante uma ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa/DF).

A análise foi confirmada posteriormente por contraprova, resultando no Laudo de Análise Fiscal Definitivo, que reiterou a contaminação. Diante do resultado, a vigilância sanitária local determinou a interdição do local de produção e notificou a Anvisa.

Apesar da detecção, a Mineração Bom Jesus informou que, até o momento, não há registro de reclamações de consumidores relacionadas ao lote. A empresa também destacou que aproximadamente 99,2% das unidades já não estão mais disponíveis para venda.

A Anvisa orienta que consumidores verifiquem se possuem unidades do lote afetado, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027, e que não consumam o produto. A recomendação é aguardar orientações da empresa sobre devolução e reembolso.

Em nota, a agência informou ainda que a fabricante abriu uma investigação interna para apurar as causas da contaminação. Representantes da empresa já se reuniram com técnicos da Anvisa e vêm colaborando com as autoridades sanitárias.

Segundo o órgão regulador, as apurações continuam em andamento, mas, até o momento, as evidências indicam que o problema está restrito ao lote identificado.

Tenente da PMMG mata ex-mulher a tiros e comete autoextermínio em Santa Vitória

Um caso de suspeita feminicídio seguido de autoextermínio, registrado na manhã desta terça-feira, 2 de junho, causou grande comoção em Santa Vitória, no Pontal do Triângulo Mineiro.

De acordo com informações preliminares, o tenente da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Marcos Antônio Guimarães, que era lotado no 54º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Ituiutaba, teria supostamente efetuado disparos de arma de fogo contra Jéssica Cristina Muniz Araújo, de 34 anos. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Na sequência, o militar teria praticado autoextermínio. Informações iniciais apontam que Marcos e Jéssica tiveram um relacionamento amoroso. A suspeita é de que eles tenham se envolvido em uma discussão momentos antes do crime, mas a motivação do desentendimento ainda não foi esclarecida pelas autoridades.

A ocorrência foi registrada na Rua Marluce Moura Ferreira, na altura do número 560, no bairro Jardim Europa, em Santa Vitória, onde Jéssica havia voltado a residir recentemente.

Foto: Reprodução / rede social

Moradores da região relataram ter ouvido disparos de arma de fogo e acionaram a Polícia Militar. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram as duas vítimas sem sinais vitais.

A área foi isolada para os trabalhos da perícia técnica, enquanto a Polícia Civil iniciou as investigações para esclarecer a dinâmica dos fatos e a motivação do crime.

O caso gerou forte repercussão em Santa Vitória e também em Ituiutaba, onde o oficial atuava. O Canal Janela Aberta acompanha o caso e divulgará novas informações assim que forem oficialmente confirmadas pelas autoridades.

Trump propõe tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros após apontar PIX como prática comercial prejudicial

O governo dos Estados Unidos concluiu uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil e determinou que políticas adotadas pelo país em seis áreas prejudicam empresas e interesses americanos. Como resposta, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre bens importados do Brasil.

A decisão foi anunciada na noite de segunda-feira, 1º de junho, já na madrugada de terça-feira, 2 de junho, em Brasília, e ainda passará por consulta pública antes da elaboração do relatório final, previsto para ser divulgado até 15 de julho. A decisão definitiva sobre a adoção das medidas caberá ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A investigação, aberta em julho de 2025, identificou problemas em seis frentes: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

No campo do comércio digital, o relatório critica decisões da Justiça brasileira que determinaram a remoção de conteúdos e a suspensão de perfis em plataformas americanas, além da aplicação de multas em caso de descumprimento. Já no setor de pagamentos eletrônicos, o documento sustenta que o Brasil favorece empresas nacionais, especialmente por meio de políticas relacionadas ao Pix, em prejuízo de concorrentes estrangeiros.

Outro ponto levantado é a concessão de tarifas preferenciais a países como México e Índia, sem tratamento equivalente para produtos americanos. Na área de combate à corrupção, os Estados Unidos apontam falhas na investigação e punição de casos de suborno. Em relação à propriedade intelectual, o relatório menciona dificuldades no combate à pirataria e à falsificação, além da lentidão na análise de pedidos de patentes.

O documento também critica a falta de reciprocidade tarifária para o etanol americano e afirma que o Brasil não aplica de forma efetiva sua legislação para conter o desmatamento ilegal.

Apesar da proposta de tarifa de 25%, o USTR excluiu uma lista de produtos considerados estratégicos para a economia americana ou cuja oferta interna é insuficiente. Entre os itens poupados estão carne bovina, castanhas e diversas frutas tropicais, como coco, banana, manga, mamão, abacaxi, laranja e limão.

A indústria aeronáutica também foi preservada da possível taxação. Permanecem fora da medida aeronaves civis, motores, peças, componentes e simuladores de voo.

O governo americano abriu prazo para participação do setor privado no processo. Pedidos para participação em audiência pública podem ser apresentados até 22 de junho, enquanto contribuições por escrito serão aceitas até 1º de julho. A audiência está prevista para 6 de julho.

Segundo o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, o país continuará negociando com o governo brasileiro antes da conclusão do processo. Ele afirmou que houve avanços nas conversas, mas ainda existem divergências significativas entre as partes.

Paralelamente, o Brasil também é alvo de uma segunda investigação conduzida pelo USTR, iniciada neste ano, que apura a possível entrada de produtos fabricados com trabalho forçado no mercado americano. A análise integra uma apuração mais ampla que envolve cerca de 60 países.