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Oposição apela a PEC e pede impeachment de Moraes após suspensão da Lei da Dosimetria

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de suspender a aplicação da chamada Lei da Dosimetria, neste sábado, 9 de maio, intensificou o embate político entre Congresso Nacional e Judiciário. A medida provocou reação imediata de parlamentares da oposição, que voltaram a pressionar pela aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para limitar decisões monocráticas e também passaram a defender o impeachment do magistrado.

Por outro lado, integrantes da base governista saíram em defesa da decisão, destacando a necessidade de garantir o cumprimento integral das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e por tentativa de golpe de Estado.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou duramente a decisão e afirmou que a suspensão da lei representa uma afronta à vontade popular. Em manifestação nas redes sociais, ele cobrou uma resposta imediata da Câmara dos Deputados, com a aprovação da PEC que restringe decisões individuais de ministros do STF capazes de suspender leis aprovadas pelo Congresso. Marinho também voltou a defender uma reforma no Judiciário.

Na mesma linha, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), vice-líder da minoria na Câmara, classificou a decisão como um “deboche” e afirmou que a medida fere a Constituição e a autonomia entre os Poderes. A parlamentar defendeu que o Congresso reaja e solicitou ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a abertura de um processo de impeachment contra Moraes, argumentando que a suspensão da lei gera insegurança jurídica.

Foto: Canal Janela Aberta

Entre os governistas, a reação foi oposta. A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) avaliou que a derrubada do veto presidencial à Lei da Dosimetria teria sido resultado de um acordo político para beneficiar envolvidos nos atos antidemocráticos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para ela, a decisão de Moraes impede um retrocesso ao evitar a redução de penas de condenados.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também defendeu a suspensão da norma. Em declaração pública, afirmou que a medida impede a proteção de pessoas envolvidas em crimes contra a democracia e reforça a necessidade de responsabilização dos envolvidos.

Já o deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) adotou um tom mais cauteloso e avaliou que a decisão do ministro pode ter sido precipitada. Segundo ele, a suspensão da lei ocorreu antes mesmo de um debate mais aprofundado sobre sua constitucionalidade.

A Lei da Dosimetria havia sido promulgada na sexta-feira, 8 de maio, pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A norma abriu espaço para pedidos de revisão de penas aplicadas a condenados pelos atos de 8 de janeiro, o que motivou a atuação do Supremo.

Ao justificar sua decisão, Alexandre de Moraes afirmou que os efeitos da lei devem ser analisados somente após o julgamento de duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que questionam sua validade. As ações foram apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação PSOL-Rede.

O episódio reforça o clima de tensão institucional entre os Poderes e indica que o debate sobre os limites de atuação do Judiciário e do Legislativo deve permanecer no centro da agenda política nas próximas semanas.

Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirma primeira morte por hantavírus

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou, neste domingo, 10 de maio, a primeira morte por hantavírus no estado em 2026. Até o momento, este é o único óbito registrado pela doença em todo o Brasil neste ano.

De acordo com a pasta, a vítima é um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, na região do Alto Paranaíba. Ele teria tido contato com roedor silvestre em uma lavoura de milho, circunstância considerada provável fonte de infecção.

Os primeiros sintomas surgiram no dia 2 de fevereiro, quando o paciente apresentou dor de cabeça. Quatro dias depois, ele procurou atendimento médico com quadro de febre, dores musculares, dores nas articulações e dor na região lombar. Amostras biológicas foram coletadas e encaminhadas à Fundação Ezequiel Dias (Funed), onde exames laboratoriais confirmaram o diagnóstico por meio de sorologia IgM reagente para hantavírus. O quadro evoluiu rapidamente, e o paciente morreu no dia 8 de fevereiro.

O hantavírus voltou a chamar atenção recentemente após um surto registrado em um navio de cruzeiro que realizava viagem entre a Argentina e Cabo Verde. Na embarcação, três passageiros morreram e outros foram infectados, ampliando o alerta sobre a circulação do vírus.

A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, costuma se manifestar na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, considerada grave e de rápida evolução. A infecção em humanos ocorre, principalmente, pela inalação de partículas contaminadas presentes na urina, fezes ou saliva de roedores infectados, especialmente em ambientes fechados ou com pouca ventilação.

Foto: Canal Janela Aberta

Na fase inicial, a doença apresenta sintomas como febre, dor de cabeça, dores nas articulações, dor lombar e dor abdominal. Com a progressão do quadro, pode evoluir para a fase cardiopulmonar, caracterizada por dificuldade para respirar, aumento da frequência cardíaca, tosse seca e queda da pressão arterial, condições que podem levar à morte.

Não existe tratamento específico para a hantavirose. As medidas adotadas são de suporte, com acompanhamento médico conforme a gravidade de cada caso, o que torna o diagnóstico precoce e o atendimento rápido fatores essenciais para aumentar as chances de sobrevivência.

As autoridades de saúde reforçam que a prevenção é a principal forma de evitar a doença. Entre as recomendações estão manter alimentos armazenados em recipientes fechados e protegidos contra roedores, dar destino adequado a entulhos e lixo orgânico, evitar deixar rações expostas, manter o terreno limpo e roçado ao redor das residências e enterrar o lixo orgânico a uma distância mínima de 30 metros das construções. Também é recomendado evitar o plantio próximo às casas, respeitando uma distância mínima de 40 metros, além de ventilar bem ambientes fechados antes de entrar, como galpões, paióis e armazéns.

Outra medida importante é umedecer o chão com água e sabão antes da limpeza desses locais, evitando varrer a seco, o que pode levantar partículas contaminadas e facilitar a inalação do vírus. Diante de sintomas suspeitos, especialmente em pessoas que tiveram contato com áreas de risco, a orientação é buscar atendimento médico imediato.

Nova lei define percentual mínimo de cacau nos chocolates e exige mais transparência das informações

Os chocolates comercializados no Brasil passarão a seguir regras mais rigorosas quanto à composição e à transparência das informações ao consumidor. Foi publicada nesta segunda-feira, 11 de maio, no Diário Oficial da União, a Lei nº 15.404/2026, que estabelece critérios para a produção, classificação e rotulagem de produtos derivados de cacau.

A nova legislação determina que fabricantes, tanto de produtos nacionais quanto importados, deverão respeitar percentuais mínimos de cacau em suas formulações, além de informar de forma clara essa composição nos rótulos. As empresas terão um prazo de 360 dias para se adequar às exigências.

Um dos principais avanços da norma é a obrigatoriedade de informar, na parte frontal das embalagens, o percentual total de cacau presente no produto. A indicação deverá ocupar pelo menos 15% da área da embalagem e aparecer em formato de fácil leitura, com a expressão: “Contém X% de cacau”.

Foto: Canal Janela Aberta

A lei também estabelece parâmetros específicos para cada tipo de produto. O cacau em pó deverá conter, no mínimo, 10% de manteiga de cacau. Já o chocolate em pó precisará ter pelo menos 32% de sólidos totais de cacau. Para o chocolate ao leite, o percentual mínimo será de 25% de sólidos de cacau e 14% de sólidos de leite ou derivados.

No caso do chocolate branco, a exigência é de no mínimo 20% de manteiga de cacau e 14% de sólidos totais de leite. Produtos como achocolatados e coberturas deverão apresentar pelo menos 15% de sólidos de cacau ou 15% de manteiga de cacau.

Além de padronizar a composição, a legislação também proíbe práticas que possam induzir o consumidor ao erro, como o uso de imagens, cores ou expressões que sugiram tratar-se de chocolate quando o produto não atende aos critérios estabelecidos.

O descumprimento das regras poderá resultar em sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, além de outras penalidades sanitárias e legais. A medida busca garantir maior clareza nas informações e elevar o padrão de qualidade dos produtos disponíveis no mercado brasileiro.

Trump rejeita proposta do Irã para o fim da guerra e a chama de “totalmente inaceitável”

A possibilidade de um acordo para encerrar o conflito envolvendo o Irã voltou a enfrentar obstáculos neste domingo, 10 de maio, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificar como “totalmente inaceitável” a resposta iraniana à proposta de paz apresentada por Washington.

A declaração foi feita por meio da rede Truth Social, onde Trump afirmou não ter aprovado o posicionamento dos representantes iranianos, elevando o tom das negociações e reforçando o clima de tensão diplomática.

Em entrevista gravada anteriormente e divulgada no mesmo dia, o presidente norte-americano afirmou que poderia atingir “cada um dos alvos” restantes no Irã em até duas semanas, acrescentando que o país já estaria “militarmente derrotado”. Na mesma ocasião, também fez críticas à OTAN, classificando-a como um “tigre de papel” e alegando falta de apoio dos aliados durante as ações contra Teerã.

Do lado iraniano, o presidente Masud Pezeshkian adotou um tom firme ao responder às pressões internacionais. Em publicação na rede X, declarou que o país não irá ceder diante do que chamou de inimigo, ressaltando que eventuais negociações não significam rendição.

Foto: Canal Janela Aberta

A tensão também foi reforçada por Benjamin Netanyahu, que afirmou que o conflito com o Irã “não terminou”. Segundo ele, ainda há material nuclear, como urânio enriquecido, e instalações que, na visão israelense, deveriam ser eliminadas.

Diante desse cenário de impasse, os reflexos já começam a atingir o mercado internacional. Ainda neste domingo, o preço do petróleo abriu em alta, reagindo às declarações de Trump e às incertezas sobre um possível desfecho para o conflito.

O contexto atual indica um endurecimento das posições entre os países envolvidos, reduzindo, ao menos no curto prazo, as chances de uma solução diplomática e ampliando as preocupações da comunidade internacional com a estabilidade na região.

PF combate migração ilegal para os EUA e bloqueia R$ 600 mil em operação em Minas Gerais

A Polícia Federal do Brasil deflagrou, no último dia 9 de maio, a “Operação Transfer”, em Governador Valadares (MG), com o objetivo de combater a migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos. Durante a ação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão contra um investigado suspeito de atuar na intermediação dessas viagens clandestinas.

De acordo com as investigações, o suspeito teria facilitado a saída irregular de diversas pessoas do país, incluindo famílias com crianças, utilizando rotas que passariam pelo México. A prática envolveria o pagamento de valores elevados para viabilizar o deslocamento.

As diligências também apontaram indícios de movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada do investigado. Segundo a Polícia Federal, foram identificadas transferências realizadas por pessoas possivelmente ligadas às viagens ilegais.

Foto: Canal Janela Aberta

Com base nos elementos reunidos, a corporação solicitou medidas judiciais, que foram autorizadas pela Justiça Federal. Além do mandado de busca e apreensão, foi determinado o bloqueio de bens e valores que somam cerca de R$ 600 mil.

Durante o cumprimento da ordem judicial, os agentes apreenderam contratos de compra e venda, notas promissórias, diversos passaportes de terceiros e um veículo que estava em posse do investigado. Todo o material será analisado para aprofundar as investigações.

A Polícia Federal segue apurando o caso, que pode envolver outros participantes e conexões com redes de migração ilegal internacional.

Foto: Polícia Federal
Foto: Polícia Federal

PM recupera caminhonete furtada e prende suspeito com armas e mais de 400 munições em Ituiutaba

Uma operação do 54º Batalhão de Polícia Militar resultou na recuperação de uma caminhonete furtada e na prisão de um suspeito neste domingo, 10 de maio, em Ituiutaba (MG). O veículo, uma Toyota SW4, havia sido furtado no dia 28 de abril no município de Araguari (MG).

De acordo com a Polícia Militar, as equipes receberam informações de que a caminhonete estaria escondida em uma residência no bairro Drummond. A partir disso, foi montada uma operação para localizar o veículo e identificar possíveis envolvidos.

Após diligências, os militares encontraram a caminhonete em uma casa inabitada na Rua RD Oito. Durante a verificação, foi constatado que o veículo estava com a placa adulterada, o que indicava tentativa de dificultar sua identificação.

Foto: Canal Janela Aberta

Na sequência da ação, os policiais localizaram o proprietário do imóvel em outro endereço. Durante a abordagem, ele confessou estar em posse do veículo furtado.

Ainda conforme a ocorrência, durante buscas na residência do suspeito, foram apreendidas duas pistolas calibre 9mm, um rifle calibre .22 semiautomático, além de grande quantidade de munições e outros materiais de interesse investigativo, incluindo um aparelho celular e um módulo de caminhonete.

O homem foi preso em flagrante e encaminhado à autoridade de Polícia Civil de Minas Gerais para as providências legais.

Foto: PMMG

A Polícia Militar destacou que a ação rápida demonstra o compromisso da corporação no combate à criminalidade, especialmente em crimes patrimoniais. A instituição também reforça a importância da participação da população por meio de denúncias anônimas, que podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181.

PM lança Operação Maio Amarelo 2026 em Ituiutaba

O 54º Batalhão de Polícia Militar lançou, nesta sexta-feira, 8 de maio, a “Operação Maio Amarelo 2026”, com o objetivo de intensificar ações de conscientização no trânsito em Ituiutaba. A iniciativa integra a campanha nacional do Maio Amarelo, voltada à redução de acidentes e à preservação de vidas.

A operação tem como foco orientar condutores, passageiros, ciclistas e pedestres sobre a importância do cumprimento das normas de trânsito. A proposta é estimular comportamentos mais seguros nas vias, contribuindo para a diminuição dos sinistros e a construção de um ambiente viário mais responsável.

Foto: Canal Janela Aberta

A ação contou com a participação dos agentes de trânsito do município e da Polícia Militar Rodoviária, reforçando a atuação integrada entre os órgãos de segurança e fiscalização. A união de esforços busca ampliar o alcance das orientações e fortalecer as estratégias de prevenção.

De acordo com a Polícia Militar, iniciativas como o Maio Amarelo são fundamentais para promover mudanças de comportamento e reduzir índices de acidentes. Ao longo do mês, estão previstas atividades educativas e ações de fiscalização, com foco na conscientização e no respeito às leis de trânsito.

A expectativa é de que a mobilização contribua para um trânsito mais seguro e para a valorização da vida em toda a região.

Foto: PMMG
Foto: PMMG

Caso ocorrido em Ituiutaba faz Janones virar réu em ação movida por Nikolas Ferreira por suposta ameaça

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O deputado federal André Janones (Rede) tornou-se réu em uma ação apresentada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL) por suposto crime de ameaça. O caso está relacionado a um episódio registrado durante a campanha eleitoral de 2024, em um comício realizado em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro.

Segundo a denúncia apresentada por Nikolas Ferreira, Janones participou de uma encenação pública em que utilizava uma corda enquanto simulava agressões contra um totem que continha a imagem do parlamentar adversário.

Na ação, a defesa de Nikolas argumenta que a apresentação teria ultrapassado os limites da liberdade de expressão e incentivado atos de violência contra o deputado. A representação criminal acusa André Janones dos crimes de ameaça e incitação ao crime.

Foto: Canal Janela Aberta

Ao analisar o processo, o juiz Adilson da Conceição rejeitou a alegação da defesa de Janones sobre eventual prerrogativa de foro. Na decisão, o magistrado destacou que “a prerrogativa de foro limita-se aos crimes praticados durante o exercício do cargo e em razão das funções desempenhadas”.

O juiz também afirmou que, embora Janones exercesse mandato parlamentar no período em que os fatos ocorreram, “a conduta imputada não apresenta nexo funcional com o exercício da atividade parlamentar”.

Apesar disso, o magistrado acolheu o entendimento do Ministério Público e determinou o arquivamento da acusação relacionada ao crime de incitação. Segundo a decisão, não ficou caracterizado estímulo direto à prática de um crime específico contra Nikolas Ferreira.

Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria, promulgada na sexta (8)

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado, 9 de maio, a suspensão da aplicação da chamada Lei da Dosimetria, promulgada um dia antes pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A medida foi adotada após uma condenada pelos atos de 8 de janeiro de 2023 solicitar a redução da pena com base na nova legislação. Até o início da tarde deste sábado, pelo menos dez pedidos semelhantes apresentados por advogados de condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes haviam sido negados pelo ministro.

A Lei da Dosimetria prevê mudanças na execução penal e pode reduzir o tempo necessário para progressão de regime prisional em alguns casos. Entre os possíveis beneficiados estaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por participação em um plano de golpe de Estado.

Ao justificar a decisão, Alexandre de Moraes afirmou que os pedidos relacionados à nova lei precisam aguardar o julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) apresentadas ao STF por partidos políticos e entidades que questionam a legalidade da norma.

Na decisão, o ministro escreveu que “a superveniência de interposição de ação direta de inconstitucionalidade e, consequentemente a pendência de julgamento em controle concentrado de constitucionalidade, configura fato processual novo e relevante, que poderá influenciar no julgamento dos pedidos realizados pela Defesa”.

Moraes acrescentou ainda que a suspensão da aplicação da lei ocorre “por segurança jurídica, até definição da controvérsia pelo Supremo Tribunal Federal”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia vetado integralmente o projeto em janeiro deste ano. Porém, em 30 de abril, o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial. A promulgação da lei foi realizada na sexta-feira (8) por Davi Alcolumbre.

Foto: Canal Janela Aberta

Também na sexta-feira, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a federação PSOL-Rede protocolaram ADIs no STF contra a nova legislação. As entidades alegam que a norma cria um tratamento mais favorável para condenados por crimes contra a ordem democrática.

Segundo os autores das ações, a Lei da Dosimetria permitiria que condenados por atentados ao Estado Democrático de Direito recebam benefícios penais mais brandos do que os aplicados a autores de crimes violentos comuns.

Outro ponto questionado é a possível violação ao princípio constitucional da individualização da pena. As entidades afirmam que a Constituição determina que as punições levem em consideração a gravidade concreta das condutas e as circunstâncias pessoais de cada acusado, sem permitir mecanismos automáticos de execução penal.

A ABI e a federação PSOL-Rede também argumentam que houve irregularidades na tramitação do projeto no Congresso Nacional. Segundo as entidades, como o veto presidencial foi integral, o Legislativo não poderia restabelecer apenas partes da norma após o chamado “fatiamento” realizado pela Mesa do Congresso.

As ações ainda apontam suposta violação ao princípio do bicameralismo. Conforme os argumentos apresentados, o Senado teria promovido alterações relevantes no texto aprovado pela Câmara dos Deputados sem devolver a proposta para nova análise dos deputados.

As ações foram distribuídas para Alexandre de Moraes, que solicitou informações ao governo federal e ao Congresso Nacional no prazo de cinco dias. Após essa etapa, os processos serão encaminhados para manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR), que terão três dias cada para se manifestar.

Ainda na sexta-feira, a federação formada por PT, PC do B e PV também ingressou com ADI no STF contra a Lei da Dosimetria. Em nota, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que “a proposta representa um retrocesso no enfrentamento aos crimes contra a democracia e aos crimes gravíssimos”.

No mesmo posicionamento, Edinho declarou que as investigações apontaram “provas irrefutáveis de que houve um plano para assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes”.

Durante a votação que derrubou o veto presidencial, Davi Alcolumbre decidiu dividir o texto vetado para evitar conflito com a chamada Lei Antifacção. O entendimento apresentado foi de que a versão original poderia beneficiar criminosos condenados por crimes hediondos com redução significativa do tempo de prisão.

Na ação protocolada pela Federação Brasil da Esperança, os partidos afirmam que o Legislativo não possui competência para modificar o conteúdo de um veto integral do presidente da República.

O documento sustenta que “não há possibilidade alguma, por inexistir qualquer previsão constitucional, do Poder Legislativo alterar o conteúdo do veto do Presidente da República”.

Além da alegação de inconstitucionalidade formal, os partidos também argumentam que a lei possui incompatibilidades materiais com princípios previstos na Constituição Federal.

A Lei da Dosimetria acaba com a soma de penas por diferentes crimes em determinadas situações, o que pode reduzir em até 80% o tempo necessário para progressão de regime prisional.

Na avaliação da federação, não existe justificativa constitucional para que condenados por crimes como tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito recebam tratamento mais favorável.

A ação ainda afirma que “os crimes contra o Estado Democrático de Direito constituem o núcleo mais grave de ofensas ao ordenamento jurídico”, por atingirem diretamente as bases do sistema constitucional brasileiro.

Os partidos também apontam possível violação ao princípio da impessoalidade e alegam desvio de finalidade legislativa. Segundo o texto da ação, a produção de leis deve atender ao interesse público, sem criar privilégios incompatíveis com a Constituição.

Carro pega fogo dentro de garagem de casa no Setor Universitário, em Ituiutaba

O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado durante a madrugada desta sexta-feira (09) para atender uma ocorrência de incêndio em veículo na Rua Benjamim Dias Barbosa, no bairro Setor Universitário, em Ituiutaba. O chamado foi registrado por volta das 2h da manhã.

Segundo o CBMMG, o incêndio no automóvel estaria se propagando para a residência, colocando em risco os moradores e a estrutura do imóvel.

Ao chegarem ao local, os militares encontraram o fogo no veículo já controlado por terceiros, que utilizaram uma mangueira de jardim para conter as chamas. No entanto, o incêndio já havia atingido o teto da residência e começava a avançar para o interior da casa, já que a garagem ficava ao lado da edificação.

Foto: Canal Janela Aberta

Diante da situação, os bombeiros iniciaram imediatamente o combate complementar e o trabalho de rescaldo utilizando a linha de combate a incêndio da viatura. Durante a ação, foi necessário abrir partes do veículo com o uso de ferramenta do tipo corta-frio para acessar focos internos e evitar possíveis reignições.

Além disso, a equipe realizou o resfriamento do telhado e das estruturas atingidas da residência, impedindo que as chamas voltassem a se espalhar.

Após o controle total da ocorrência, a guarnição realizou uma vistoria completa e verificação de segurança em toda a área afetada, garantindo a eliminação dos riscos imediatos no local.

O Corpo de Bombeiros reforça a orientação para que, em casos de cheiro de queimado, superaquecimento da fiação, fumaça ou falhas elétricas em veículos, o automóvel seja desligado imediatamente e mantido longe de residências ou materiais inflamáveis.

Em situações de emergência, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

Foto: CBMMG