O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) aprovou o aumento do Imposto de Importação para 1.252 produtos dos setores de tecnologia, máquinas e equipamentos. A medida, estabelecida pela Resolução nº 852, entra em vigor em março e abrange itens como computadores, smartphones, roteadores, servidores e maquinário industrial. As novas alíquotas foram fixadas em patamares que variam de 7,2% a 25%.
A justificativa do governo para a recomposição tarifária é a proteção da indústria nacional diante do crescimento das importações. Segundo técnicos da área econômica, o impacto nos preços ao consumidor deve ser limitado. No caso dos smartphones, interlocutores do governo destacam que mais de 90% dos aparelhos comercializados no país já são fabricados em território brasileiro. Em contrapartida, a mesma reunião deliberou pela redução de impostos para insumos das indústrias química e têxtil, além de medicamentos para depressão.
A Associação Brasileira dos Importadores (ABIMP) contesta a eficácia da medida. A entidade afirma que a elevação da alíquota de smartphones (de 16% para 20%) impacta diretamente o custo de produção e o preço final. A associação alerta que, em diversos segmentos afetados, não há produção nacional suficiente para suprir a demanda no curto prazo, o que pode gerar inflação em vez de substituição de importações.
O movimento ocorre em um cenário de déficit nas contas externas, que somou US$ 68,8 bilhões em 2025. Além dos itens de tecnologia, o governo também aumentou tributos sobre aços pré-pintados vindos da China e da Índia, visando combater o que classifica como competitividade ilegal. O endurecimento tarifário brasileiro acontece em meio a críticas do país a medidas semelhantes adotadas por outras nações em disputas comerciais globais.






























































