O governo federal anunciou nesta terça-feira, 30 de junho, o fim de parte do subsídio aplicado ao diesel, medida que passa a valer já a partir desta quarta-feira, 1º de julho. A decisão ocorre em meio à recente queda nos preços internacionais do petróleo, após a redução das tensões no cenário geopolítico no Oriente Médio.
O incentivo, que garantia um abatimento de R$ 0,35 por litro do diesel, havia sido adotado como estratégia para conter os impactos da alta do combustível durante o período de instabilidade provocado pelo conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. Com a normalização parcial do mercado e a retração do preço do barril, o governo avaliou que a manutenção do benefício já não se justifica.
Além da retirada desse valor, a equipe econômica também analisa a revisão de outros subsídios ainda em vigor. Entre eles, está um incentivo maior aplicado ao diesel e outro destinado à gasolina, que pode passar por redução gradual nos próximos dias, dependendo do comportamento dos preços.

Durante coletiva, o Ministério da Fazenda indicou que o acompanhamento do mercado seguirá sendo determinante para novas decisões. A estratégia é evitar distorções e alinhar os preços internos à realidade internacional, mantendo certa previsibilidade para consumidores e setores produtivos.
O subsídio ao diesel havia sido instituído no início do ano como uma forma de amenizar os custos para produtores e importadores, funcionando como uma espécie de compensação financeira. A previsão inicial era que a política vigorasse até o fim de julho, mas a mudança no cenário global antecipou a revisão da medida.
Até agora, os gastos do governo com a política de subvenções aos combustíveis já somam cerca de R$ 7,5 bilhões, evidenciando o impacto fiscal das ações adotadas para conter a volatilidade dos preços no país.





























































