A guerra no Oriente Médio teve nova escalada de tensão nesta sexta-feira, 6 de março, quando Israel realizou uma série de bombardeios contra os subúrbios ao sul de Beirute, capital do Líbano. A ação marca uma ampliação significativa do conflito contra o Irã, iniciado há cerca de uma semana com apoio dos Estados Unidos.
Antes dos ataques, o Exército israelense determinou uma retirada em larga escala de moradores da região sul de Beirute, área onde vivem centenas de milhares de pessoas e considerada um reduto da milícia xiita Hezbollah, aliada de Teerã. Segundo militares israelenses, foram realizadas 26 ondas de bombardeios durante a noite, atingindo centros de comando e depósitos de armas do grupo.
A ofensiva ocorre após o Hezbollah disparar projéteis contra Israel nesta semana, em resposta à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, atingido por ataques israelenses no primeiro dia da guerra. Explosões e clarões iluminaram o céu da capital libanesa durante a madrugada, em uma das ações militares mais intensas já registradas na cidade.
Paralelamente, Israel também ampliou os ataques dentro do Irã, mirando infraestruturas na capital Teerã. Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter lançado uma operação combinada com mísseis e drones contra alvos no centro de Tel Aviv. Sistemas de defesa israelenses foram acionados para interceptar os projéteis.
Durante a noite, drones iranianos também atingiram a base aérea norte-americana de Base Aérea de Al Udeid, localizada no Catar, sendo a maior instalação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio. Autoridades catarianas informaram que não houve vítimas.
No campo político, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que Washington pretende participar da escolha do próximo líder supremo iraniano, sucessor de Khamenei. Segundo ele, os Estados Unidos terão de “escolher essa pessoa junto com o Irã”.
O Irã classificou o conflito como um ataque não provocado e considera a morte de Khamenei um assassinato. Em meio à crise, autoridades iranianas afirmam que um conselho religioso já trabalha na escolha do novo líder supremo. Entre os nomes cotados estaria Mojtaba Khamenei, filho do líder morto e considerado uma figura de linha dura dentro do regime.
Inicialmente, o governo iraniano havia sinalizado que a sucessão poderia ocorrer rapidamente, mas os planos parecem ter sido adiados após o período oficial de luto por Khamenei ser suspenso por tempo indeterminado.
A escalada militar aumenta as tensões em toda a região e levanta preocupações internacionais sobre a possibilidade de um conflito ainda mais amplo no Oriente Médio.






























































